segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Memória de elefante

Exceto pela minha mania de guardar coisas antigas, sempre fui uma pessoa isenta de vícios.
O que eu faço com essa minha memória hein? Não, não sou relapsa e muito menos esquecida. Acreditem, tô reclamando por ter uma memória de elefante.
Coisa chata essa!
Lembro de muita informação desnecessária, sabe? A gente tem esse hábito de não esquecer o que se deve esquecer.
Detesto informação supérflua.
Lembra quando você tava resolvendo um problema matemático no colégio e nesse problema havia um dado que não seria usado, diga-se de passagem, e você ficava horas pensando onde ia colocar o certo dado, em que fórmula o maldito se encaixaria, até descobrir que era uma informação desnecessária. Eu detestava isso. E acontece até hoje (#ufv). É a mesma sensação que tenho com as informações que mantenho guardadas.
Eu fico pensando às vezes, caso não tivesse ocupado um quarto do meu cérebro com esse tipo de coisa, eu poderia, por exemplo, ter me tornado uma razoável tocadora de violão, lembrando de todos os acordes adequados. Talvez tivesse estudado melhor espanhol, lembrando daquela gramática chatíssima do idioma e de todo o vocabulário, ou fosse capaz de dançar tango, lembrando dos complicados passos da dança. Provavelmente, teria passado mais cedo na transferência de curso que tanto almejo.
Mas nada... preferi ocupar meu HD de memória lembrando o telefone dele, lembrando que ele só gosta de um determinado leite, que ele adora comer pão com azeite, que prefere dormir no cantinho da cama, que ele sabe jogar todos os games ( e que ele nunca me ouça dizendo isso, mas ele é bom em jogos), que ele ama dormir depois do almoço, detesta ser acordado, tem muita cócega nos pés e mais uma infinidade de informações trocadas que eu simplesmente não consigo deletar e que nem cabe a mim, expressar tudo aqui.
Eu queria colocar tudo numa penseira* um dia e, se tivesse jeito, jogar álcool lá dentro e queimar.
Já ouvi dizer por aí que "Felicidade nada mais é que boa saúde e memória fraca...", então, acho que é disso que tô precisando, talvez, memória fraca.

(*)penseira: artefato mágico raríssimo (do livro Harry Potter e o cálice de fogo) que permite reviver lembranças de um terceiro plano, retirando- se um pensamento da memória e colocando-o no material líquido do recipiente em formato de bacia.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Um bom banho

Nada melhor que um bom banho!
Quente ou frio, pouco importa, desde que tire do corpo qualquer sinal da noite passada, que tire a ressaca, a cara amassada, os vícios, o desejo por algo proibido, a saudade e os vestígios e restos de algo perdido.
O banho descarrega, desapega e limpa toda raiva que sentimos num determinado momento. Toda possível tristeza que se aponte no ar e os pensamentos mirabolantes que embaçam a mente vez ou outra.
Bom mesmo seria tomar banho o dia inteiro, viver no chuveiro, na ducha, na piscina ou no mar e esquecer de tudo.
Entrar debaixo d'água quando der vontade e só sair de lá quando Deus quiser.
Péssima estratégia, alguns diriam, mas é assim que me sinto melhor. Tomando um simples banho. E não, não é o momento que penso em todos os meus problemas. Não mesmo. Quando tô ali, deixando a água cair sobre mim, não penso em nada. Sou indiferente a tudo que me retém. Afinal, não há nada mais simples que isso. Precisamos do que pra sermos indiferentes? De coisa alguma. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor do ar, cor de nada, cor da água que no determinado momento, te enxágua de toda e qualquer frustação.
Quando termino o banho, saio mais leve, mais tranquila e com as idéias no lugar. Não. Os problemas não são resolvidos, as frustações ainda existem, mas são levemente tirados de foco.
Já é um bom começo.
Tem gente que consegue fazer o mesmo, sem precisar de banho algum. Se for o seu caso, bravo! Sempre terá as rédeas do seu destino nas mãos, como quem consegue controlar qualquer coisa. Caso contrário, console-se. Pra isso existem os banhos milagrosos pra nos trazer um pouco de paz todos os dias. E além disso, como já dizia a Martha Medeiros (salve!), criaturas que derretem-se, entregam-se e consomem-se costumam trazer um sorriso enigmático nos lábios. Alguma recompensa há de ter, assim espero.
Enquanto as recompensas não chegam, vou ali fazer o de sempre, tomar um bom banho. =)


Foto tirada do blog do Pedro Henrique.
Citações de Martha Medeiros.
E o texto... é meu mesmo! hahaha

quarta-feira, 19 de outubro de 2011










Sem mais.

Deadline!

Como pessoas contraditórias que somos, muitas vezes o que odiamos ontem é o que amamos hoje, e vice-versa.
De certa forma compreendo e bem sei o sentimento de insatisfação que a rotina causa à minha amiga/filha Rafa de Sena. Maaaaas, sério, tem hora que tudo que você precisa é de um pouco de rotina.
Acordar cedo, tomar banho, decidir a roupa pra sair (algumas pessoinhas aí até saem pra comprar roupa pra aula, né??? kkkkkk), tomar café e partiu pra rua. E depois de um dia corrido, cansativo, correndo contra o relógio, tudo que se sente ao chegar em casa e se jogar no sofá é realização.
Eu sei que daqui uns tempos provavelmente volto eu a reclamar de fazer a mesma coisa. E bem aproveitei o meu momento de descanso, de reenergização, o meu dolce-far-niente, como ressalta o filme Comer, Rezar, Amar.
Mas a verdade é que depois de realizar esses três verbos acima, bem que dá aqueeeela saudade de correr contra o tempo, de ver o seu suor se materializando em algo concreto e até de não ter que pensar muito, porque a rotina leva você.
E agora eu vou deixar a vida me levar. Antes que o deadline me pegue! =)

deadline: jargão jornalístico que define o prazo máximo de fechamento de um veículo de comunicação, seja jornal, revista, tv ou rádio.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Rotina!

De volta às boas novas.
Embora, não tenha novas alguma. Boas, então? Ihhh...
Difícil essa rotina, não é? Chega uma hora que tudo cai na mesmice e você não sabe exatamente o que fazer pra modificar isso.
E quando seus recentes planos futuros não acontecem? Tudo que você planeja, foge do rumo que você acreditava que teria.
Bate um desespero, uma preguiça de começar tudo de novo e principalmente uma fadiga enorme de todo mundo que está ao seu redor fazendo meras perguntas daquilo que é, era, do que vai ser ainda ou daquilo que talvez nem venha a acontecer.
Sinceramente, eu cansei dessa gente que me manda ter mais calma, que me diz que sempre tem outro dia ou que eu não posso esperar nada de ninguém. Eu quero me permitir ter boas notícias, o outro dia pode nem chegar, e pra que calma? Me deixa, vai.
E eu acho que todo mundo deveria fazer o mesmo. Permita-se. Se joga.
A vida é uma só e tudo passa muito rápido(ou não!).
Perceba aquela pessoa que passou por você na rua hoje, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que não tenha nada a ver com o que você imaginou, pode ser a pessoa que vai mudar tudo do dia pra noite. E aquele cara que te perguntou as horas na lanchonete...talvez ali estão todas as respostas das perguntas que você se faz todos os dias.
A rotina nada mais é que a simplicidade de tudo que imaginamos ser mais complicado.
Quando terminar de ler esse texto, me faz um favor ou faça um favor a você mesmo: Olhe pro relógio e não perca mais tempo. A hora é agora, faça tudo que você quiser. Aceite a simplicidade, assim como a loucura e a emoção. Ria muito e de tudo, chore também. Respeite suas lágrimas assim como o seu sorriso. Não se limite. Porque às vezes, é isso que você/eu não entende(o)... a vida nem sempre faz sentido!
Agora, se me permitem, vou tentar fazer o mesmo. Fui! =)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

The Lazy Song

Hoje eu ia escrever sobre os “amores”! Aqueles que te conhecem em um dia e no outro te mandam uma mensagem “eu amo vc, foi amor a primeira vista” (eu achava que isso não acontecia, maaaas acontece ¬¬)! Mas aí estou mto sem paciência com essas pessoas e até de falar sobre elas.
Depois pensei em escrever sobre Amores Imperfeitos pq eu não tenho dúvidas, essa é a flor dessa primavera (“Sei que amores imperfeitos, são as flores da estação...” Salve, Skank).
Só que essa última semana foi tão atordoada que nem da para definir um desses temas aí, não da para definir nem um tema, pq é tanta coisaaa, tanta coisa na cabeça que da preguiça de separar uma e escrever sobre ela! Sabe aquela minha gaveta da bagunça? Pois é, parece que tudo que tava nela ganhou vida e tah fazendo uma revolução la dentro e aí da aquela sensação que eu vou explodir! A verdade é que me da vontade de sentar no meio da rua e gritaaar aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhh (sim, sou doida)!
Noh, sabe quando vc fica com preguiça do mundo? Das pessoas, da comida, da música, das conversas, aquela preguiça de tudoooo!? Alguém já teve essa preguiça? Ai, é um trem que parece que o mundo tah todo errado, quando no fundo vc sabe que o erro maior é vc! Noh eu tô com preguiça de ter que fazer pesquisa na Universidade só para enfeitar o currículo! Eu tô com preguiça de ter que rir das piadas sem graça das pessoas! Eu tô com preguiça de ter que levantar o ego dos outros! Eu tô com preguiça de interpretar o mesmo papel todo dia, vontade de fazer um novo personagem pro meu eu saca?!
Bom, mas eu sei que essa preguiça tem que passar uma hora e que talvez essa preguiça tenha afastado as pessoas, dificultado reais aproximações, ou talvez não! Uma hora essa preguiça passa, igual tpm! Eu só queria que tivesse uma injeção igual a que eu tomei hoje para cólica que acabasse com preguiça tb! Ah hj não da pra escrever nenhuma frase mto bonita, nem um pensamento bem ordenado, nem uma reflexão profunda...Preguiça! Talvez essa preguiça seja só o calor que abaixa a pressão né?! O jeito é tomar banho, comer, dormir e esperar alguma nova coisa...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Um dia pra criança que vive em mim!

Vamos lá...
Depois de 254 semanas sem atualizar, cá estou eu!
Primeiro pensei em falar dos meus dias, como tem sido, minha fase de mudança, das descobertas e tudo mais.
Mas hoje é dia das crianças, bebê!
Então vou relembrar algo que eu disse pra minha amiga famosa Karla Soares há alguns meses atrás:
"Que saudade de quando a minha maior preocupação era não ter estudado pra prova!"
(diga-se de passagem, essa preocupação era recorrente! rsrsrsrs)

Pra mim, o que separa uma criança de um jovem/adulto é só uma coisa: responsabilidades.
Quando se é um pequerrucho, viver é uma coisa tããããão natural, você não tem que fazer nada.
Daí se cresce e se vê diante de decisões que possivelmente podem alterar todo o rumo da sua vida.
E você sempre será responsabilizado pelos seus atos!
So sad...
Acho que os dias mais difíceis pra mim foram os dias de tomar decisão: fico ou mudo? Recomeço ou continuo?
E nem tem aquele controle remoto do Click, pra poder passar a tormenta e acordar na bonança.
Aliás, quando se é cresce e ganha a bendita responsabilidade, nem sequer há certeza de que alguma bonança exista! Você pode sair de uma tempestade pra cair em uma chuvinha fraca, ou em uma chuva de granizo.
Bendita seja as crianças, que têm sonhos tranquilos. Que não se preocupam com o amanhã. Que só vivem o hoje.
Difícil é ter passado, refletir o presente e ainda ter que construir o futuro.

Só que crescer não é inevitável, mas faz parte. Quantos crianções não existem por aí? Vivendo como se ainda tivessem 15 no auge dos seus 30 anos?
É, infelizmente não dá pra ser criança pra sempre... Quem tenta viver essa ilusão, sempre paga um preço alto.
Mas uma coisa é fato: nunca podemos deixar nossa criança interior. Que pelo menos um dia possa ser dormido sem preocupação. Que pelo menos um 'hoje', seja só hoje mesmo, e o amanhã que espere.
E o meu hoje de agora é dia das crianças.
Então bora dormir e sonhar! E quem sabe de vez em quando sonhar acordado... Dar uma voltinha no mundo da lua e depois voltar pra terra.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

ATÉ O FIM

Já diria a minha sábia mãe:“ Você não consegue fazer nada até o fim.” Na primeira vez que ela me disse isso (lembro muito bem o motivo: a gente estava escutando música, e eu passava para a próxima antes da outra terminar – fiz isso com todas) fiquei brava, muito brava, fiz um drama a la Maria do Bairro (“Y a mucha honra, tananã, María la del Barrio soy”), e coisa e tal. E o drama costumava funcionar até bem pra amolecer o coração da criatura que me colocou no mundo (se fazer de coitadinha com mãe uma vez ou outra é booom, essa é a verdade, vamos assumir sem culpa, até porque a recíproca acontece). Mas dessa vez não vi nem um olhar de compaixão pro meu lado. Nada! Ela estava falando sério, e do fundo do coração. Aquela nova informação a meu respeito ficou martelando na cabeça desde então...

Incomodada, e sem dar o braço à torcer, um dia falei com ela: “- Eu não consigo fazer nada até o fim, é? Então me dá um exemplo.” E ela: “-Aula de piano, Kumon, bordar aquela blusa (era o aaaaaaaauge das miçangas coloridas, todas em uma roupa só, e eu usava mesmo, confesso), traduzir o livro pro seu pai, arrumar seu guarda-roupas, o primeiro curso que você entrou na faculdade (“se não aguenta o curso, pra quê se matriculou?”, diria alguém anos mais tarde em uma mensagem subliminar... Ok, entendi o recado, Clau), aprender a andar de bicicleta (mas a rodinha era taaaaaão minha amiga, pra quê tirar, meu Deus?)...” E por aí continuou a interminável lista...

À partir dessa bendita lista com todas as minhas falhas e fracassos na vida, tive que aceitar aquilo como um fato irrefutável, os argumentos dela eram bons (que ela não me ouça, mas sempre são). E foi impossível não começar a reparar esse detalhe em tudo o que eu faço. 90% das coisas que eu começo não chego até o fim. Ou largo pela metade, ou finjo que esqueço (“e quando eu finjo que esqueço, eu não esqueci nadaaa...”), ou esqueço de verdade.

Valendo uma bicicleta rosa, quaaaase sem uso, para quem souber responder : Qual a razão desse comportamento repetitivo? Alguém? Freud? Se ele pudesse responder eu ficaria muito agradecida. Mas pela minha leiga observação, às vezes é por preguiça, sou muito preguiçosa mesmo e ISSO NÃO É PECADOOOO, HAM! Ah não,é pecado sim (“...dos sete pecados capitais, não sei de qual eu gosto mais...”). Outras vezes é por mudar de interesse, outras é por idealizar a coisa e na hora da prática não ser como imaginei, outras por não querer ver o final quando imagino que ele será ruim, etc.

Mas, independente do motivo, o fim é sempre igual: não tem um fim! Fica então um desafio no estilo Hipertensão de mim para mim... Eu poderia estar comendo larvas vivas, eu poderia estar pendurada de cabeça para baixo a 100 metros de altura, eu poderia estar nadando numa água suja para pegar carcaças podres com a boca (credo Globo, que exagero!)... É pior do que tudo isso, estou tentando fazer algo até o fim! Ouviu, Mãe???


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Marque aí seus amigos!!!!

Será que existe uma idade limite para se fazer amigos verdadeiros? Uma idade limite para viver paixões entorpecentes? Estava falando sobre isso com minha melhor e mais linda amiga a Tuanny (que nesse momento está “sofrendo” com um intercâmbio na espanha, marrocos, portugal, irlanda...etc...etc...etc). A gnt estava pensando sobre esse negócio de limite de idade, principalmente, para se fazer novos amigos. Não sei, mas parece que quanto mais velho a gnt fica, mais difícil é construir uma amizade verdadeira mesmo, saca?! Amizade do tipo que eu tenho com ela, que suporta distância, tempo, tristezas, alegrias, segredos... Amizade do tipo que vc sente que a outra pessoa tah mal msm se essa pessoa estiver em outro país e vc nem ter conversado com ela. Sente só por sentir mesmo...só pela ligação entre vcs duas!

Cara, eu tô farta de gnt que chama todo mundo de amigo, amiga e nem pensa no significado disso. Tem gente que acha que trocar ideia umas vezes, adicionar no face, contar uns dois segredos, compartilhar de um interesse em comum, já faz ser amigo da outra pessoa... Dos que banalizam o amor e o “eu te amo” então, nem vou discorrer...fica pra próxima semana, o foco hj é msm em amizade!

Sabe amizade??? Para e pensa aí, quem no seu círculo social vc chama de amigo (a)??? QUEM VC REALMENTE PODE CONSIDERAR AMIGO??? Sabe, aqueles que vc sabe que daqui a dez anos ainda vão saber tudo de vc, aqueles que quando vc fizer algo de errado vai saber te mostrar seu erro sem te machucar, aqueles que guardam seus segredos, aqueles que vc sabe que mesmo se vc parar em uma ilha deserta e ficar la uns 5 anos, sem net, sem cel, sem contato algum com eles, ainda assim, qnd vc voltar, vc vai saber que o tempo não mudou em nada a amizade, só fortaleceu o sentimento!

No direito tinha uma frase que eu adorava “dar a cada um aquilo que lhe cabe por direito”! Quantas vezes a gnt da o título de amigo a alguém que não o merece? Quantas vezes a gnt considera alguém como amigo e essa pessoa não tem a msm consideração por vc? Eu cansei saca?! Amizade pra mim é algo mtoooo sério, para mim é a relação mais importante que vc pode construir com alguém. Portanto, chega, agora só ganha esse título de amigo quem realmente for amigo!

Sei la, parece que a medida que envelhecemos fica cada vez mais difícil confiar no ser humano, fica cada vez mais complicado arrumar tempo para estar com o outro...Não sei direito o que é, mas para mim, é um fato, que a medida que envelhecemos fica mto difícil construir amizades verdadeiras msm! Talvez tb pq eu espere mto de um amigo, talvez pq meu conceito de amigo está ultrapassado...eu não sei o que é, só sei que a cada dia descubro que os AMIGOS VERDADEIROS MSM, AQUELES TIPO IRMÃO, ahhhh esses são poucos e raros...aaah mas eu sou mto grata pelos que eu tenho, são os melhores! E eu vou seguindo junto com eles, ainda que distante fisicamente, na batida do nosso BOND!!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Em busca da paz...

Às vezes parece que a cabeça da gente está tão cheia de informações, tarefas a serem cumpridas, problemas, soluções, imagens, lembranças boas, lembranças ruins, pensamentos estranhos barulhos, vozes (uêpaa, isso daí tem nome, e a Dany que é médica pode nos esclarecer melhor, kkkk...)... Sei lá, de tudo... Dá uma vontade de instalar um vírus ali no cérebro e buum, deixar a tela preta, como aconteceu com o meu computador (pobre coitado). Não ligar, não obedecer a comandos, não ter a audácia de cometer nenhuma ação.

Mas a vida está aí, tocando a nossa campainha e correndo, só para dar o troco em todas as vezes que fizemos isso com os vizinhos na infância (e voltando de um Réveillon à pé, com um certo teor alcoólico no sangue, mas essa é outra história). E a vida não nos deixa desligar o nosso computador na hora que a gente quer, ou até deixa, mas depois não tem como religar nem tentar reinstalar o Windows, é definitivo.

Então quer dizer que não tem como calar a Sapucaí que cresce cada vez mais dentro do cérebro? Deve ser mais ou menos por aí mesmo. Quanto mais atividades a gente tiver, quanto maiores forem nossas responsabilidades, quanto mais vuco-vuco aparecer no cotidiano, mais vozes as “escolas de samba” ganham.

Ainda assim, mesmo cheia de coisas na agenda, resolvi que o que eu quero para mim é a paz. A paz da mente, a paz de espírito, estar em paz comigo, com os outros e com as coisas, porque a paz do Mundo, aí já é querer muito... Vou atrás disso aí, para ver no quê que dá, não sei como nem com a ajuda de quais instrumentos. Tentar dar a cada coisa o peso que realmente tem. Medir os acontecimentos com o copo medidor certo... Já que a busca por essa tal paz está só começando, por enquanto enchi o meu copo medidor de cerveja mesmo. Tim tim!


*OBS: estou abrindo uma observação para mandar aqueeeeeele abraço para a vizinha (do vestido grená) e única (a gente investe muito na qualidade, não na quantidade, hahahaha...) seguidora do blog, Dani, parte inseparável da república. Dani, desejo só lembraças boas para você hoje, viu! Porque são nelas que a gente tem que focar...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Novas direções

Já tinha um mês e resolvi ir nessa festa com cara de festa que todo mundo vai. E tava lá o de sempre, os grupinhos separados por afinidade ou por interesse talvez, a galera dançando e cantando, e principalmente, o grupinho das moças muito altas que tentam aparecer mais que as outras, concentradas ao centro da festa rindo alto e sendo cortejadas pelos imbecis de plantão que não veem mais nada além de bunda e seios. (#prontofalei).
Eu sei, eu deveria beber. Talvez assim, eu parasse de reparar tanto no que acontece ao meu redor. É o que faço. Lá pela quinta dose, já nem percebo tanto o que se passa na festa, me distraio com as baboseiras relatadas pelos amigos e com a música que escuto vinda do palco.
Eis que adentra à festa, o rapaz que não faz nem um mês, me fazia pedir que não fosse ainda, espera amanhecer, porque, depois, você sabe, dá tanto sono. De mãos dadas com a moça que no atual momento, dizia ser sua namorada. Eu o achava bonito de formas tão variadas, profundas e insuportáveis. Mas de repente, parece que sumiram todas elas. Era o rei das piadas afiadas, esbanjava uma simpatia em todo lugar e com qualquer pessoa (era o que mais me chamava atenção), uma sutileza no andar que só eu achava que ele tinha, seu olhar de quem não quer fazer mal. Mas faz. E uma risada que dava gosto de ouvir. E tudo isso vem como um soco de toalha molhada de aço no meu estômago. E eu queria ir até ele naquele instante. Dizer tudo que tava entalado na garganta, gritar pra todo mundo que eu sei mais coisas dele que ele mesmo, e mais do que possa imaginar. Mas a sanidade bate quando vejo seu sorriso disfarçado de vergonha ao me cumprimentar, por ter deixado tudo chegar nesse ponto ou simplesmente, pela vergonha de não gsotar mais de mim. É o mocinho que se desculpa pelo próprio bandido. E eu, como sempre, finjo que aceito sua enorme consideração pequena, responsável, curta e cortante. Aceito você de longe. Com um certo nó na garganta, claro. Nessas horas que odeio a cordialidade que possuo.
Raiva? Um pouco. O que mais sinto no momento é uma sensação esquisita de tá tão longe de algo que já esteve tão perto antes. Mas a verdade é que isso pouco me importa agora. Digamos que já perdi tempo demais pensando no que poderia ser...
Enfim, a festa tomou outro rumo agora. De repente, me deu uma vontade sinistra de me reformar... finalmente já tenho o que fazer ali. =)