sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Sobre tempestades e bonanças

 
Quem conhece a República The Lícias, sabe que nós reclamamos muito da vida. Tudo bem que é verdade que já nos frustramos muito, decepções profundas que acabam por moldar nossa personalidade. Outras vezes, o cotidiano parece algo muito grande para ser enfrentado, pois nossa imaginação e sonhos são imensos. Daí viver um dia de cada vez fica difícil para quem já tem vários destinos idealizados para o futuro.
Mas hoje sei de uma coisa: tudo é uma fase.
Tem fases boas, como as que vivi em Viçosa (e olha que estou longe de ter tido só momentos bons aí...), e tem momentos ruins, em que parece que existe uma nuvem negra sob nossas cabeças, nos acompanhando a cada passo que se dá.
E ao longo das muitas nuvens negras que pairaram sobre mim, acho que aprendi uma coisa. Sabe aquela história de ‘depois da tempestade vem a bonança’? Todo mundo espera a bonança, não é mesmo?
Mas são as tempestades que nos moldam. Que nos enrijecem a pele e nos preparam para enfrentar os próximos dissabores. Aprendi e amadureci muito mais passando por tempestades do que descansando a cabeça numa sombra fresca de bonança.
Se tudo é uma fase, devemos agradecer as fases ruins por existirem e nos ensinarem alguma coisa. Para não passarmos nessa vida como pessoas fúteis, fracas, sem coragem de ver um tempo feio se aproximando e dizer “pode vir, sua nuvenzinha de merda!”.
Se pra você o sol está brilhando, saia e curta essa vida enquanto o tempo não muda. Aproveite os bons momentos que, a bem da verdade, nós merecemos desfrutar.
Mas se está chovendo como nunca lá fora, tire as sandálias e vá se molhar um pouco. Uma chuvinha pode até te gripar, mas para ela te derrubar de verdade, só se você permitir.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tempo...

Me perdi no tempo. Em meio a tantos dias de folia do feriado (verdadeiro carnaval), nem me passou pela cabeça que ontem/segunda era o dia das minhas postagens.
Já que me orientei mal devido a tudo isso, hoje falo por ele, o senhor de todos os senhores, um dos deuses mais lindos.O tempo.
Há quem diga que tudo neste mundo tem seu tempo, cada coisa tem sua ocasião. Há um tempo de nascer, um tempo de morrer, um tempo de ficar triste, um de se alegrar, tempo de dançar e tempo de chorar. Há um tempo de abraçar e tempo de se afastar. Tempo de ficar calado, tempo de falar.
Como o tempo faz bem, embora alguns prefiram dizer o contrário. Mas eu falo por mim, prezo todos os dias pelo meu 'senhor'. E agradeço a ele por tudo que tem feito por mim.
Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir, digo, as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que o seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo - não sou tão velha assim, tô fazendo um apanhado do tanto que já vivi até hoje, obviamente. Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidades na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Não me entenda mal, a rotina é essencial para a vida, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os a
nos, li isso em algum lugar um dia desses...
E é por isso que ainda acredito que o tempo sempre faz o melhor, contando que você é quem o comanda do modo que você prefere. Mas tem muita gente que não percebe isso. Costumo compará-lo com um termômetro. Um termômetro que mede o grau e duração de algo, nada modificando, apenas medindo a extensão e durabilidade.
Traz o prazer legítimo, o movimento preciso e parece contínuo, como bem define o Cazuza, 'o tempo não pára!'... graças à Deus!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O que você vai contar....?

Há não muito tempo atrás, Rafa e eu combinamos de cumprir uma lista de 30 coisas para fazer antes dos 30. Sacomé, né? A medida de que a gente cresce, a responsabilidade vai aparecer alguma hora, mas como diria a propaganda daSkol "o que você vai contar pro seus netos?".
Como essas thelicianas são muito artistas, o pré-party, party e pós-party delas provavelmente vão acabar sendo censurados, e elas vão contar pros netos que na república jogavam dominó!
Da minha lista dos 30, já cumpri 17. Acho que tô atrasada, já que faltando só 7 anos e ainda 13 itens e eu duvido que eu ainda vá fugir de casa para voltar no outro dia. Por outro lado, eu já cumpri itens muito mais escabrosos do que os que estão nessa lista, então isso deve contar alguma coisa.... (só lamento não incluir 'roubar um sofá na rua e levar pra casa' rsrs)
Então vamos à pergunta inicial: o que você vai contar pros seus netos?
Eu vou contar que:
*que eu era a mais fraca do grupo
*que eu tinha problemas gástricos e ficava salivando
*que eu corria, ligava, fazia drama para que não merecia minha consideração
*que a vodka não faz bem e causa lacunas na memória
*que amigos de verdade não se medem em palavras, mas no buraco que eles causam no seu coração quando estão longe
E outras cositas mais, que não convém contar aqui, né?
Maaaaas quando eu comecei esse texto (tenho um leve problema de manter o foco...) a minha idéia era tipo fazer um registro. O que eu vou contar pra mim mesma daqui uns anos? Quando eu entrar nesse blog e resolver ler textos antigos, o que eu vou encontrar?
Portanto decidi anotar aqui sonhos que eu pretendo realizar algum dia:
*Fazer uma longa viagem de carro com uma máquina fotográfica e sair registrando tudo pra publicar em um livro
*Conhecer a Finlândia, pra ver uma aurora boreal (sim, eu sonho com isso desde pequena!)
*Ir pra Fernando de Noronha
Será que vou cumprir tudo? Será quevai dar tudo certo?
Sinceramente: não sei. Mas acredito que no meio desses caminhos vou encontrar muitas histórias pra contar. Ou pra censurar.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pós-party


Costumam dizer que a segunda não é um bom dia, mas eu curto!
Tem tudo que a gente precisa pra começar a semana bem (ou não, né?!). Ver o dia nascer com o sol batendo no rosto, dizer baixinho pra si mesmo antes de levantar 'não vou pra aula hoje', é o meu dia de escrever no blog e por último mas não menos importante, as histórias e risadas intermináveis do pós-party (que cá entre nós, o da República The Lícias é o melhor).
Eu adoro os pós-parties! Tem hora que é melhor que a própria festa... e se ainda tiver sobrado uma vodka na geladeira, não tem erro.
Nesse final de semana não foi diferente. Ou quase!
E coube a mim, introduzir o programa de galera.
O histórico ônibus... empurrões, falta ar e dessa vez, teve até composição de funk (fight 1). Como de praxe, nem todos entraram no bus. Mas a parte da galera que entrou e chegou mais cedo, encontrou um 'sofá' no meio da rua! Is it possible? hahaha
E digo mais, o sofá veio pra casa ao som de "Sofá, sofá assim você me mata!"
Como se não bastasse os colchões estendidos no chão da sala, o sofá que já existe na república e mais um que chegou nesse dia, teve gente brigando por quarto! (fight 2)
Eu, como decano, ofereci o meu, mas não foi o suficiente! Tiveram que correr pela PH Rolfs e aos gritos pra ver se amenizava a situação mas, não adiantou!
Quando a outra parte do grupo chegou contando tudo que tinha rolado com eles, as risadas se multiplicaram (ou não!)...
Mas o melhor de todos os pós-parties, é aquele que dura a semana inteira, igual aquele do filme "Se beber, não case" que as cenas são revividas durante os dias e relatadas por outras pessoas, porque os protagonistas não lembram o que de fato ocorreu... mas essa é outra história, não é, thelicianas?! hahahaha
Enfim, quando a gente acha que tá tudo perdido, digo, que a festa acabou e que não tem mais diversão, chega o pós-party com tudo e é claro, ele é sempre bem-vindo! o/
Chegue mais!

domingo, 6 de novembro de 2011

ta na na na na na na... Batman!!!

Sabe esses dias que tu acorda de ressaca?
Muuuiiito louco, doidão......
Mais louco que o batman, teve sensacionalllll galerinha..... o/

- Um salve ao Catra!
Na verdade, verdadeira a unica coisa que faltou foi um pente escondido, kkkkkkkkkkk
The licianas Zana e Dany, fizeram falta aqui viu.
A todas as outras aqui presentes.
Partiu Nicolopes e Maratoma??? o//

ps- Minha rolinhaa veio s2
Amo vcs ´

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Já que não dá pra se declarar para os mortos...

Quando esse blog foi criado, coube a cada uma das thelicianas escolher um dia da semana para postar. Aleatoriamente escolhi a quarta-feira e eis que acabei ganhando praticamente todos os feriados do semestre. Comecei a postar no Dia da Independência, brinquei com o tema do Dia das Crianças, e hoje o natural é que fale...
Dos vivos, é claro.
Porque, beleza, a gente sente saudade mesmo de quem morreu. Eu mesma, por não ter ido ao enterro da minha vó Heloína, passei uns bons dois anos sendo traída pela falta da memória do enterro e diversas vezes me peguei achando que ao chegar em casa a encontraria. Mas aí já era tarde para dizer qualquer coisa, para dar um abraço, ou simplesmente para ficar deitada na cama vendo TV com ela.
Portanto hoje quero falar de quem está vivo, de quem é importante pra mim. Porque pra morrer basta estar vivo e quandose perde alguém, nem sempre se teve a oportunidade de expressar o quanto o outro era importante.
Conhece o ditado "há males quem vem para o bem"? Apesar de clichê, cada dia acredito mais nisso, desde as pequenas coisas às grandes. Possivelmente nesse segundo semestre do ano minha vida bem se baseou nisso. Na semana passada tive um transtorno com o banco e precisei viajar à Salinas, uma vez que minha agência é lá. De forma que, apesar da irritação com o banco, passei um ótimo fim de semana com minha amigas Karla e Maíra. Lá tive a mesma impressão de quando eu ficava muito tempo em Viçosa e voltava para Valadares ou de hoje em dia quando reencontro o pessoal de Viçiosa ou de GV: é como se nada mudou. Tudo ainda está do mesmo jeitinho, parece que só esperando a gente voltar.
E na volta para Montes Claros, para distrair resolvi limpar minha caixa de entrada que há tempos estava lotada, na maioria de mensagens inúteis. Passei um bom tempo deletando mensagens bobas e corriqueiras, relendo antigas mensagens fofas e mais tempo ainda relembrado as situações em que cada mensagem foi mandada.
Mas como explicar aqui uma mensagem de Fernandinha escrito "Lig lig léh, fim, hahaha"? É muito idiota, mas eu lembro e rio. E o Dé, que me manda mensagem pra falar que ouviu música da Adriana em remix, pra dizer que a UFRJ tem a maior população de felinos por m2 que ele já viu ou para, como sempre, me fazer inveja que está no Bar do Beto ou no Fred?
Daí vem a Balangueira que me manda procurar um clube do livro em Salinas (à propósito, miguxa, achei um em Moc!) A Carol que lembra de mim ao ouvir Panamericano e que mesmo não gostando de gato pergunta por Claudinha. A Kathy que numa neja em BH lembra de mim ao ouvir Evidências. Rafarina com o tradicional "PÊNIS!" e, claro, com a letra de Pense em mim. Meu padrinho lindo Mateus me desejando feliz niver. A amiga Pulinha avisando que o tenente bonitão estava no ar na TV Viçosa. Tenho ainda até as mensagens da vez que eu inventei que pintei o cabelo de loiro Leona...
Enfim, obviamente não citei todos que eu tenho saudade, porque esse post é baseado em mensagens achadas no meu celular, mas fiquei viajando nas minhas memórias, rindo sozinha e, de verdade, agradecendo a Deus pelos muitos amigos maravilhosos que colocou em meu caminho.
Então nesse dia dos mortos, quero dizer pros vivos o quanto eu os amo. Eu ainda lembro das nossas besteiras. Eu ainda me importo. Eu sinto saudades...
De andar na reta. De bater na parede sábado de manhã pra saber se você já acordou. De ir andar na Ilha só pra passar o tempo e bater papo. De jogar Uno e liberar os piores sentimentos. De fazer piadas com nossos parentes mortos (ops, dia errado, huahuahuahua). De fazer reuniões na Casa Pul só pra comer horrores. De sentar de frente pro gabinete do Prefeito e ficar conversando horrores. De comer pipocão no recreio. De sustos sincronizados para a esquerda. De combinar de assistir Um Copo de Cólera e quando aluga o filme nem prestar atenção direito. De combinar com um mês de antecedência a roupa que vai usar no Batman. De ir pra roça e ficar no limite. De ligar pra Paladar pra pedir um lanche, mesmo sabendo que ia demorar quase uma hora pra chegar...
Não dá pra citar tudo, nem todos, mas se você se identificou com algo aqui em cima, saiba que estou morrendo de saudade de você! =)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Como tudo começou

Me deu vontade de contar sobre como caí de pára-quedas na República The lícias. Esses pequenos detalhes vão se perdendo com o tempo, mas não deveriam... É muito bom lembrar do início, do meio e do fim das coisas (do fim, nem sempre), e compará-los, ver o tanto que a gente mudou e muda o tempo todo.

Quando fui procurar uma república para morar, haviam vários cartazes pelas ruas oferecendo quartos (coisa de cidade universitária) e também anúncios no orkut (onde?). Li alguns que diziam: “bom ambiente para estudo”; “meninas responsáveis”; “ambiente familiar”; “convivência tranqüila”; “casa silenciosa”;etc. Descartei esses logo de cara.

Procurei os lugares mais próximos à Universidade (confesso mais uma vez aqui a minha preguiça; morar longe seria um pretexto para matar muitas aulas), liguei para o primeiro número da minha lista e, por alguns acasos, acabou sendo o único que combinei de ir ver o local. Fui e não fiquei muito impressionada com o lugar, a casa era meio velha (um prédio velho, feio, perto do Helinho, diria mais tarde a vizinha – mundo pequeno, essa é outra história que deve ser contada aqui). Quando entrei, vi uma estante com uma coleção de garrafas de bebidas (alcoólicas). Olhei ao redor e vi uma parede toda rabiscada com assinaturas e frases, por assim dizer, “engraçadinhas”. Para fechar com chave de ouro, a menina me apresenta o mascote da casa, um côco podre (sim, podre), conhecido como Vilson em homenagem ao famoso Wilson (do Náufrago).

Tirando essa última bizarrice (onde já se viu, personificação de frutas mortas? Esse mundo tá perdido!), decidi na hora que ficaria por ali mesmo. Não me levem a mal, não sou nenhuma devassa que só se sente bem em ambientes também devassos. Não é nada disso... Mas se tem duas coisas que aprendi com a vida, uma é que não existem seres humanos perfeitos, que fazem tudo certo, são cem por cento puros, convivem em plena harmonia sempre, não fazem barulhos, só pensam em coisas santas... Com exceção da bailarina do Chico Buarque, talvez. E a outra é que as aparências enganam, ah se enganam! Nem os homens mentem mais do que as aparências... (E olha que 99% do que eles dizem é mentira, hein! Verdaaaade, existem estudos sobre isso... Mas a porcentagem fui eu que inventei, mesmo, não resisti). Por isso não tento ser ou me passar por perfeita, sem falhas. Por isso também que não procuro pessoas perfeitas para conviver, elas não existem...

Melhor terminar por aqui antes que a história de como entrei para a república vire uma discussão filosófica. Foi mais ou menos assim que tudo começou (para mim). À partir daí conheci ex-moradoras, escrevi na parede também, contribuí um pouquinho (beeeem pouquinho) para o aumento da coleção de garrafas, chorei (sim, eu chorei, pessoas incrédulas, escondido, ninguém viu, mas já chorei um pouco bom nessa república e na vida então, ixiii, nem se fale), sorri, emoções vivi (breeega!)... Surgiu o símbolo da república, surgiu o blog, a pia entupiu (30 vezes), a chave do chuveiro caiu (395 vezes), a sala morreu, a sala ressurgiu das cinzas (aff), o computador estragou, a televisão estragou, a comida acabou (987 vezes).... Vida de república pode até dar liberdades e ensinar sobre a vida, mas não é fácil. E nunca, nunca mesmo, é um luxo. Mas quase sempre é uma the lícia...