quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Pra você caber assim...


Ai ai, que coisa difícil é encarar essa folha em branco e pensar exatamente no que escrever.
Praticamente um mês atrás eu passei dois dias pensando no que queria postar aqui, mas eis que a quarta-feira veio e passou muito tumultuada e acabei nem tendo tempo para vir ao blog. Pensei “semana que vem escrevo sobre isso”. A semana passou, chegou outra quarta-feira e novamente não tive tempo para escrever. Na última semana, confesso, foi só burrice mesmo. Esqueci que era o meu dia.
Hoje, o que eu pensei um mês atrás não tem mais graça, não estou mais naquele ritmo, o tema não casa com o meu estado de espírito. Mas não abandonei a idéia, pretendo mesmo falar dela algum dia mais para frente.
Nesse momento a grande perspectiva que eu vejo se chama asfalto. Amanhã serão 10 horas encarando o asfalto antes que, depois de uma curva, a Ibituruna apareça e encha de felicidade o meu coração. Serão 10 looooongas horas até eu poder dar um abraço na minha mãe e apertar Claudinha até ela ficar brava e me arranhar.
Mas quer coisa mais gostosa que viajar? A expectativa antes de partir, a escolha das roupas na mala (e eu nunca uso tudo que levo!rs), a dormência nas pernas de ficar horas e horas na mesma posição, os mesmos CDs tocando no carro em toda viagem (Engenheiros, Scorpions, Roupa Nova...), as brincadeiras de estrada (como gritar ‘BURRO!’ cada vez que um barbeiro passa pela gente...). Daí chegar em casa, comer a comida da mãe, dormir na antiga cama, visitar os amigos.
Bom demais!
Agora deixa eu ir ali, que tenho uma mala pra fazer antes de entrar no carro e ouvir a canção tema das minhas viagens em família: “Ah, minha adorada, viajei tantos espaços, pra você caber assim no meu abraço...”.

domingo, 11 de dezembro de 2011

É preciso saber viver !!!!!!!!

Então eu vou falar... Realmente estou cansada, esse fim de ano me esgotou além dos limites suportáveis. Não que ele tenha nada de diferente, mas a sensação é de que estou soprando um balão de aniversário e ele já está muito grande, prestes a explodir a qualquer momento. Como bem disse minha sábia amiga Nê: “...o problema de gente calma é esse, vai guardando tudo, e na hora que gente calma fica com raiva, eu tenho até medo...”

É bem por aí mesmo, cansei de muitas coisas, mas principalmente de ser calma. Não suporto mais fingir sempre que estou em paz. Me enche o saco fazer cara de amigável para pessoas que na verdade quero puxar os cabelos e passar a cara no asfalto (em homenagem à Mayara, kkkkkkk...). Me irrita não falar o que tenho vontade de sair gritando por aí para todos ouvirem. As opiniões não construtivas, as pessoas tentando mudar os outros, a falsidade, o falar por trás... Tudo isso me enoja!

E o que mais me cansa de verdade é a fraqueza! Tenho um desprezo profundo por gente fraca. Não aquelas que são choronas, que são “frangas”, ou boazinhas d+, não é isso que qualifico como fraqueza. Estou falando de gente destrutiva, que por não terem o que gostariam na vida, acham que ninguém também pode ter, e adotam uma atitude destrutiva em relação aos outros. Falo também daquelas pessoas que precisam se afirmar o tempo todo, que não são capazes de se fazer notar por conta própria, e fazem isso se aproveitando dos outros. E também dos que dependem da opinião dos outros para cada atitude que tomam na vida (se é que podemos chamar de atitude). E ainda pior, tem aqueles que acatam a opinião dos outros, e vivem cegamente como dizem para eles viverem.

Sim, gente fraca é o que mais me cansa, incomoda e chateia. Posso ter mil defeitos e se bobear nenhuma qualidade, mas uma coisa eu digo, gritando, se precisar: ninguém molda nem moldará a minha personalidade (além de mim e de Deus, se ele existir mesmo). Não fui ensinada a ser mulherzinha, frágil e dependente. Agradeço à minha mãe o jeito que ela me educou... Não aprendi a ser a pessoa mais organizada, mais pontual, ou com as melhores maneiras. Mas aprendi a não precisar de ninguém para fazer as minhas coisas; aprendi que da minha vida cuido eu, não os outros; aprendi a pensar sozinha; aprendi a não confiar cegamente nas pessoas...

E o que aprendi de maior importância (um pouco com ela, um pouco com o Roberto Carlos), é que se o bem e o mal existem você pode escolher. Isso mesmo, não importa o tanto que o mal seja direcionado à mim (as más intenções, as más opiniões, as más idéias etc), o tanto de pessoas fracas que eu veja, ou qualquer negatividade similar, eu vou sempre escolher para mim o “bem” e a força, isso sim é “SABER VIVER”.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Como dar um ADEUS?

Tudo começou no início do semestre, numa festa daquelas bombantes, e que estavamos todas na expectativa, pois seria a primeira festa pós férias.

Quase no final da balada no deparamos com um rapaz diferente nos abordando, supostamente americano, logo pensei que quando ele disse que não era brasileiro era só mais uma daquelas cantadinhas baratas (tipo Estefani, huahuaha), mas de fato era verdade, o americano tinha se perdido dos amigos.

E por incrível que pareça, o rapazinho (rapazininho, hauhau), poderia se encantar, com a nossa calorinha (que fala 4 linguas), ou com a nossa professorinha do Fisk (a Claudia), mas ele optou pela mais difícil das comunicações, aquela surda, cega e Burra ( eu mesma ahah). Com ajuda das meninas, e iniciativa do galego, naquela noite houve troca de beijinhos (beijininhos, hauhau) e carinhos. Até que estava fazendo "um bom tempo" (apesar do jeito constrangedor, que o garoto dançava).

O semestre foi se arrastando e o americano continuava a frequentar a Rep Thé Lícias, mesmo quando eu perdia a paciencia com ele ( ele tinha cismado mesmo comigo).

Houve inúmeras historias, saídas pelo Sabor e Cia, americano chorando na Nicoloco (- Cláudia, I love Andressa), pedido de namoro ( I like você), o suposto assalto no leão, tocada de interfone na madrugada constantemente ( Hei Claudias), dentre outras.

Nossa Cenora (rs.), depois de tantas historias diferentes, confesso que meu coração esta apertado, é estranho ter a CERTEZA de que nunca mais vou ver aquele olhar. Mas Deus é muito bom,e faz as coisas exatamente como elas tem que ser, desde o início colocou em minha cabeça o que eu deveria fazer. Afinal após uma decepção tão grande a 600 km daqui, não fazia sentindo algum me envolver com alguém que nem mesmo neste país morava não é mesmo? Eu fui fria quase o tempo todo.

Mas vou guardar em meu coração forever (rs), recordações de um alguém tão bom, cute, e inocente (grifa), que passou por minha vida, como uma brisa suave.

Para fechar com chave de ouro.....

Uma música para o momento (haha)

Não Precisa (part. Victor e Léo)

Paula Fernandes

Você diz que não precisa
Viver sonhando tanto
Que vivo a fazer
Demais, por você

Diz que não precisa
A cada vez que canto
Uma canção a mais, pra você

Mas tem que ser assim
Pra ser de coração
Não diga não precisa
Ah Ah Ahh
Tem que ser assim
É seu meu coração
Não diga não precisa
Ah Ah Ahh

Eu já sonhei com a vida
Agora vivo um sonho
Mas viver ou sonhar
Com você, tanto faz

Não diga não precisa
Eu digo que é preciso
A gente se amar demais
Nada a mais

Mas tem que ser assim
Pra ser de coração
Não diga não precisa
Ah Ah Ahh
Tem que ser assim
É seu meu coração
Não diga não precisa
Ah Ah Ahh

Merry Christnas gatinhassss ! haha

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Neologismos republicanos

Numa república (como a nossa), pessoas desconhecidas ou pouco conhecidas acabam por dividir o dia-a-dia. O dia-a-dia traz a intimidade. A intimidade traz a liberdade em geral, que, por sua vez, traz a liberdade de expressão. E a liberdade de expressão, essa delícia da democracia, gera toda uma infinidade de comentários engraçados...

Muitas pérolas da nossa convivência se perderão para sempre, infelizmente não nos lembraremos de todas. Outras ficarão imortalizadas na parede da cozinha (até a gente devolver o apartamento) e nas nossas lembranças (gerando ataques de risos aleatórios na reta da UFV, “na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê” – só para rimar).

Bom, os apelidos nem entram em questão, pois são muitos, são estranhos e alguns até vergonhosos (eu que o diga). Já fui chamada de muitas coisas como Caloura (mesmo estando prestes a formar, num dia desses, em que Deus acordar feliz), Pavê (por causa da música Carolina do Seu Jorge – “... maravilha feminina, meu docinho de pavê...”, gerando piadinhas não explicáveis no blog), e, mais recentemente, surgiu um Boiza, saído não sei bem de onde, ou até sei, mas prefiro não crer. O certo é que são todos frutos de mentes delirantes “...cada vez mais descacetadas da cabeça; lararailarailarai...” E existem os ainda mais loucos que cismam de me chamar de Carolina, aí sim, é um ultraje!

Esses são só os meus, porque também se escuta muito por lá tratar pessoas jovens sem graus de parentesco (que saibamos) por mãe ou vó; renomear pessoas passando a chamá-las de Cláudia (nem chega perto dos nomes reais); colocar ‘danada’ no fim de qualquer nome e/ou frase; denominar qualquer objeto disfuncional com o sobrenome de alguém que passou por um momento difícil na vida; brincar com o nome das pessoas em outros idiomas (ex: Nildany seria a Nova Dani – New Dani, enquanto a vizinha seria a Old Dani, por se chamar só Dani mesmo. Péssima, eu sei! Mas pérola é pérola, pergunte ao Enem!); e por aí vai....

Além dos apelidos, tem também o que aprontam os agregados. As cantadas péssimas e as piadinhas ainda piores, da Mau Caráter. Exemplificando:


Alguém: “-Não vou à festa porque não tem cerveja liberada e eu não bebo bebida quente.”

M. C. : “- Espera ela esfriar e bebe, uai.”

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M. C.: “-Você faz aula de canto?”

Pessoa assustada: “-Não, por que?”

M. C.: “-Vamos ali no canto que eu te ensino, então.”

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As maravilhosas composições musicais ecléticas da Old Dani, como:

Funk: “Passa, passa, esfrega nela

Vem que vem com a Rafaela...”

Samba enredo: “ Na avenida vai entrar, e as the lícias vão passar... até lá em Ouro Preto, vai sacudir o esqueleto, e também lá em Viçosa, essa menina é graciosa.”


Os comentários que a Keli (Mendes, é bom frizar) solta quando ninguém espera, e geralmente quando estão todos em profundo silêncio, o que os torna ainda mais engraçado.

Tem as palavras e/ou expressões que a gente inventa e acabam virando gírias, porque de tanto a gente falar, quem frequenta a república começa a falar também. Etc, etc, etc... Não dá para citar tudo, e nem me lembro de tudo...

Mas é legal lembrar o que a gente conseguir... Independente do quanto a vida estiver ou for difícil, ou o quanto ela estiver rindo da gente, essas lembranças sempre farão a gente rir para ela/dela de volta.

O mundo dá voltas

As voltas que o mundo dá!
Ahhh como eu gosto dessa habilidade do mundo, como dizia José Saramago, "Das habilidades que o mundo sabe, essa é a que ele faz melhor." Voltas, rodeios, giros seja lá o que for, a gente não tem que se preocupar com nada, a volta vai ser dada!

Às vezes, volta ao mesmo lugar, enquanto alguns nem saem dali. Ou saem por uns dias, meses, talvez, mas se arrependem de ter o feito e voltam com a intenção de recuperar o tempo perdido. E essa parte é a que eu gosto mais, não é mesmo Thelicianas?! ;P
Mas quem volta tem a certeza de que nada será igual. É como acordar todo dia; cada manhã é diferente. Tem gente que sempre volta. Outros estão em volta. Alguns, às voltas. E há quem vai dar uma volta...
Confesso que gosto desse negócio (que um certo amigo meu, não me escute!). Pra mim, voltar é recomeçar. É fazer de novo, de um jeito diferente. Chegar com a mala em algum lugar conhecido ou não. E ali tocar a sua vida como se fosse a primeira vez. Perdoar as falhas do outro (ou não!) e reconstruir uma união. Acordar todo dia como se acabássemos de nascer.
Às vezes a volta parece um retrocesso. Quando se trata de um retrocesso, nem sempre é bom voltar, às vezes, é melhor dar a volta do lado contrário. Outras vezes, a volta é só uma passagem. Quem sabe dar um tempo pra chuva passar e ver o sol nascer de novo. O legal é conseguir fazer de cada volta algo especial. Como se abrisse um presente nunca ganho antes.
O fato, é que a gente volta o tempo todo, mesmo não querendo voltar. Da universidade, do trabalho. Do futebol. Da casa de, pra casa. Ao mesmo lugar, para o velho amor, pra terra... E é verdade que tem gente que não volta. Porque não deu, não quis, não teve coragem. E ainda há aqueles que abandonam o percurso no meio do caminho.
Estar em volta é circundar. É como a criança ao redor do bolo. A volta faz parte da vida. Eu costumo oscilar, assim como todo mundo. Tem hora que há um parêntese em aberto pra caso um dia queira voltar. E tem hora que o recúo dado em algum momento, faz com que a volta, nunca seja dada no mesmo sentido. Contudo, mesmo tendo vontades e objetivos, a volta é muito obscura. Pra onde se vai, é difícil saber. O fato é que o mundo vai girar. E não há como parar o tempo e cristalizar o que nos enche de êxtase, infelizmente. Porque essa é a ordem natural das coisas. A Terra gira em torno do Sol e nós giramos em torno de nós mesmos, sem descanso. =)

(*) Citações de Martha Medeiros e José Saramago