quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Pra você caber assim...
domingo, 11 de dezembro de 2011
É preciso saber viver !!!!!!!!
Então eu vou falar... Realmente estou cansada, esse fim de ano me esgotou além dos limites suportáveis. Não que ele tenha nada de diferente, mas a sensação é de que estou soprando um balão de aniversário e ele já está muito grande, prestes a explodir a qualquer momento. Como bem disse minha sábia amiga Nê: “...o problema de gente calma é esse, vai guardando tudo, e na hora que gente calma fica com raiva, eu tenho até medo...”
É bem por aí mesmo, cansei de muitas coisas, mas principalmente de ser calma. Não suporto mais fingir sempre que estou em paz. Me enche o saco fazer cara de amigável para pessoas que na verdade quero puxar os cabelos e passar a cara no asfalto (em homenagem à Mayara, kkkkkkk...). Me irrita não falar o que tenho vontade de sair gritando por aí para todos ouvirem. As opiniões não construtivas, as pessoas tentando mudar os outros, a falsidade, o falar por trás... Tudo isso me enoja!
E o que mais me cansa de verdade é a fraqueza! Tenho um desprezo profundo por gente fraca. Não aquelas que são choronas, que são “frangas”, ou boazinhas d+, não é isso que qualifico como fraqueza. Estou falando de gente destrutiva, que por não terem o que gostariam na vida, acham que ninguém também pode ter, e adotam uma atitude destrutiva em relação aos outros. Falo também daquelas pessoas que precisam se afirmar o tempo todo, que não são capazes de se fazer notar por conta própria, e fazem isso se aproveitando dos outros. E também dos que dependem da opinião dos outros para cada atitude que tomam na vida (se é que podemos chamar de atitude). E ainda pior, tem aqueles que acatam a opinião dos outros, e vivem cegamente como dizem para eles viverem.
Sim, gente fraca é o que mais me cansa, incomoda e chateia. Posso ter mil defeitos e se bobear nenhuma qualidade, mas uma coisa eu digo, gritando, se precisar: ninguém molda nem moldará a minha personalidade (além de mim e de Deus, se ele existir mesmo). Não fui ensinada a ser mulherzinha, frágil e dependente. Agradeço à minha mãe o jeito que ela me educou... Não aprendi a ser a pessoa mais organizada, mais pontual, ou com as melhores maneiras. Mas aprendi a não precisar de ninguém para fazer as minhas coisas; aprendi que da minha vida cuido eu, não os outros; aprendi a pensar sozinha; aprendi a não confiar cegamente nas pessoas...
E o que aprendi de maior importância (um pouco com ela, um pouco com o Roberto Carlos), é que se o bem e o mal existem você pode escolher. Isso mesmo, não importa o tanto que o mal seja direcionado à mim (as más intenções, as más opiniões, as más idéias etc), o tanto de pessoas fracas que eu veja, ou qualquer negatividade similar, eu vou sempre escolher para mim o “bem” e a força, isso sim é “SABER VIVER”.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Como dar um ADEUS?
Tudo começou no início do semestre, numa festa daquelas bombantes, e que estavamos todas na expectativa, pois seria a primeira festa pós férias.
Quase no final da balada no deparamos com um rapaz diferente nos abordando, supostamente americano, logo pensei que quando ele disse que não era brasileiro era só mais uma daquelas cantadinhas baratas (tipo Estefani, huahuaha), mas de fato era verdade, o americano tinha se perdido dos amigos.
E por incrível que pareça, o rapazinho (rapazininho, hauhau), poderia se encantar, com a nossa calorinha (que fala 4 linguas), ou com a nossa professorinha do Fisk (a Claudia), mas ele optou pela mais difícil das comunicações, aquela surda, cega e Burra ( eu mesma ahah). Com ajuda das meninas, e iniciativa do galego, naquela noite houve troca de beijinhos (beijininhos, hauhau) e carinhos. Até que estava fazendo "um bom tempo" (apesar do jeito constrangedor, que o garoto dançava).
O semestre foi se arrastando e o americano continuava a frequentar a Rep Thé Lícias, mesmo quando eu perdia a paciencia com ele ( ele tinha cismado mesmo comigo).
Houve inúmeras historias, saídas pelo Sabor e Cia, americano chorando na Nicoloco (- Cláudia, I love Andressa), pedido de namoro ( I like você), o suposto assalto no leão, tocada de interfone na madrugada constantemente ( Hei Claudias), dentre outras.
Nossa Cenora (rs.), depois de tantas historias diferentes, confesso que meu coração esta apertado, é estranho ter a CERTEZA de que nunca mais vou ver aquele olhar. Mas Deus é muito bom,e faz as coisas exatamente como elas tem que ser, desde o início colocou em minha cabeça o que eu deveria fazer. Afinal após uma decepção tão grande a 600 km daqui, não fazia sentindo algum me envolver com alguém que nem mesmo neste país morava não é mesmo? Eu fui fria quase o tempo todo.
Mas vou guardar em meu coração forever (rs), recordações de um alguém tão bom, cute, e inocente (grifa), que passou por minha vida, como uma brisa suave.
Para fechar com chave de ouro.....
Uma música para o momento (haha)
Não Precisa (part. Victor e Léo)
Você diz que não precisa
Viver sonhando tanto
Que vivo a fazer
Demais, por você
Diz que não precisa
A cada vez que canto
Uma canção a mais, pra você
Mas tem que ser assim
Pra ser de coração
Não diga não precisa
Ah Ah Ahh
Tem que ser assim
É seu meu coração
Não diga não precisa
Ah Ah Ahh
Eu já sonhei com a vida
Agora vivo um sonho
Mas viver ou sonhar
Com você, tanto faz
Não diga não precisa
Eu digo que é preciso
A gente se amar demais
Nada a mais
Mas tem que ser assim
Pra ser de coração
Não diga não precisa
Ah Ah Ahh
Tem que ser assim
É seu meu coração
Não diga não precisa
Ah Ah Ahh
Merry Christnas gatinhassss ! haha
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Neologismos republicanos
Numa república (como a nossa), pessoas desconhecidas ou pouco conhecidas acabam por dividir o dia-a-dia. O dia-a-dia traz a intimidade. A intimidade traz a liberdade em geral, que, por sua vez, traz a liberdade de expressão. E a liberdade de expressão, essa delícia da democracia, gera toda uma infinidade de comentários engraçados...
Muitas pérolas da nossa convivência se perderão para sempre, infelizmente não nos lembraremos de todas. Outras ficarão imortalizadas na parede da cozinha (até a gente devolver o apartamento) e nas nossas lembranças (gerando ataques de risos aleatórios na reta da UFV, “na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê” – só para rimar).
Bom, os apelidos nem entram em questão, pois são muitos, são estranhos e alguns até vergonhosos (eu que o diga). Já fui chamada de muitas coisas como Caloura (mesmo estando prestes a formar, num dia desses, em que Deus acordar feliz), Pavê (por causa da música Carolina do Seu Jorge – “... maravilha feminina, meu docinho de pavê...”, gerando piadinhas não explicáveis no blog), e, mais recentemente, surgiu um Boiza, saído não sei bem de onde, ou até sei, mas prefiro não crer. O certo é que são todos frutos de mentes delirantes “...cada vez mais descacetadas da cabeça; lararailarailarai...” E existem os ainda mais loucos que cismam de me chamar de Carolina, aí sim, é um ultraje!
Esses são só os meus, porque também se escuta muito por lá tratar pessoas jovens sem graus de parentesco (que saibamos) por mãe ou vó; renomear pessoas passando a chamá-las de Cláudia (nem chega perto dos nomes reais); colocar ‘danada’ no fim de qualquer nome e/ou frase; denominar qualquer objeto disfuncional com o sobrenome de alguém que passou por um momento difícil na vida; brincar com o nome das pessoas em outros idiomas (ex: Nildany seria a Nova Dani – New Dani, enquanto a vizinha seria a Old Dani, por se chamar só Dani mesmo. Péssima, eu sei! Mas pérola é pérola, pergunte ao Enem!); e por aí vai....
Além dos apelidos, tem também o que aprontam os agregados. As cantadas péssimas e as piadinhas ainda piores, da Mau Caráter. Exemplificando:
Alguém: “-Não vou à festa porque não tem cerveja liberada e eu não bebo bebida quente.”
M. C. : “- Espera ela esfriar e bebe, uai.”
..........................
M. C.: “-Você faz aula de canto?”
Pessoa assustada: “-Não, por que?”
M. C.: “-Vamos ali no canto que eu te ensino, então.”
..........................
As maravilhosas composições musicais ecléticas da Old Dani, como:
Funk: “Passa, passa, esfrega nela
Vem que vem com a Rafaela...”
Samba enredo: “ Na avenida vai entrar, e as the lícias vão passar... até lá em Ouro Preto, vai sacudir o esqueleto, e também lá em Viçosa, essa menina é graciosa.”
Os comentários que a Keli (Mendes, é bom frizar) solta quando ninguém espera, e geralmente quando estão todos em profundo silêncio, o que os torna ainda mais engraçado.
Tem as palavras e/ou expressões que a gente inventa e acabam virando gírias, porque de tanto a gente falar, quem frequenta a república começa a falar também. Etc, etc, etc... Não dá para citar tudo, e nem me lembro de tudo...
Mas é legal lembrar o que a gente conseguir... Independente do quanto a vida estiver ou for difícil, ou o quanto ela estiver rindo da gente, essas lembranças sempre farão a gente rir para ela/dela de volta.
O mundo dá voltas
Ahhh como eu gosto dessa habilidade do mundo, como dizia José Saramago, "Das habilidades que o mundo sabe, essa é a que ele faz melhor." Voltas, rodeios, giros seja lá o que for, a gente não tem que se preocupar com nada, a volta vai ser dada!
Mas quem volta tem a certeza de que nada será igual. É como acordar todo dia; cada manhã é diferente. Tem gente que sempre volta. Outros estão em volta. Alguns, às voltas. E há quem vai dar uma volta...
Às vezes a volta parece um retrocesso. Quando se trata de um retrocesso, nem sempre é bom voltar, às vezes, é melhor dar a volta do lado contrário. Outras vezes, a volta é só uma passagem. Quem sabe dar um tempo pra chuva passar e ver o sol nascer de novo. O legal é conseguir fazer de cada volta algo especial. Como se abrisse um presente nunca ganho antes.
(*) Citações de Martha Medeiros e José Saramago
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Sobre tempestades e bonanças
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Tempo...
Já que me orientei mal devido a tudo isso, hoje falo por ele, o senhor de todos os senhores, um dos deuses mais lindos.O tempo.
Como o tempo faz bem, embora alguns prefiram dizer o contrário. Mas eu falo por mim, prezo todos os dias pelo meu 'senhor'. E agradeço a ele por tudo que tem feito por mim.
Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir, digo, as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que o seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo - não sou tão velha assim, tô fazendo um apanhado do tanto que já vivi até hoje, obviamente. Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidades na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Não me entenda mal, a rotina é essencial para a vida, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos, li isso em algum lugar um dia desses...
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
O que você vai contar....?
Eu vou contar que:
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Pós-party
Eu adoro os pós-parties! Tem hora que é melhor que a própria festa... e se ainda tiver sobrado uma vodka na geladeira, não tem erro.
Nesse final de semana não foi diferente. Ou quase!
E coube a mim, introduzir o programa de galera.
O histórico ônibus... empurrões, falta ar e dessa vez, teve até composição de funk (fight 1). Como de praxe, nem todos entraram no bus. Mas a parte da galera que entrou e chegou mais cedo, encontrou um 'sofá' no meio da rua! Is it possible? hahaha
E digo mais, o sofá veio pra casa ao som de "Sofá, sofá assim você me mata!"
Como se não bastasse os colchões estendidos no chão da sala, o sofá que já existe na república e mais um que chegou nesse dia, teve gente brigando por quarto! (fight 2)
Mas o melhor de todos os pós-parties, é aquele que dura a semana inteira, igual aquele do filme "Se beber, não case" que as cenas são revividas durante os dias e relatadas por outras pessoas, porque os protagonistas não lembram o que de fato ocorreu... mas essa é outra história, não é, thelicianas?! hahahaha
Enfim, quando a gente acha que tá tudo perdido, digo, que a festa acabou e que não tem mais diversão, chega o pós-party com tudo e é claro, ele é sempre bem-vindo! o/
Chegue mais!
domingo, 6 de novembro de 2011
ta na na na na na na... Batman!!!
Muuuiiito louco, doidão...... ♪
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Já que não dá pra se declarar para os mortos...
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Como tudo começou
Me deu vontade de contar sobre como caí de pára-quedas na República The lícias. Esses pequenos detalhes vão se perdendo com o tempo, mas não deveriam... É muito bom lembrar do início, do meio e do fim das coisas (do fim, nem sempre), e compará-los, ver o tanto que a gente mudou e muda o tempo todo.
Quando fui procurar uma república para morar, haviam vários cartazes pelas ruas oferecendo quartos (coisa de cidade universitária) e também anúncios no orkut (onde?). Li alguns que diziam: “bom ambiente para estudo”; “meninas responsáveis”; “ambiente familiar”; “convivência tranqüila”; “casa silenciosa”;etc. Descartei esses logo de cara.
Procurei os lugares mais próximos à Universidade (confesso mais uma vez aqui a minha preguiça; morar longe seria um pretexto para matar muitas aulas), liguei para o primeiro número da minha lista e, por alguns acasos, acabou sendo o único que combinei de ir ver o local. Fui e não fiquei muito impressionada com o lugar, a casa era meio velha (um prédio velho, feio, perto do Helinho, diria mais tarde a vizinha – mundo pequeno, essa é outra história que deve ser contada aqui). Quando entrei, vi uma estante com uma coleção de garrafas de bebidas (alcoólicas). Olhei ao redor e vi uma parede toda rabiscada com assinaturas e frases, por assim dizer, “engraçadinhas”. Para fechar com chave de ouro, a menina me apresenta o mascote da casa, um côco podre (sim, podre), conhecido como Vilson em homenagem ao famoso Wilson (do Náufrago).
Tirando essa última bizarrice (onde já se viu, personificação de frutas mortas? Esse mundo tá perdido!), decidi na hora que ficaria por ali mesmo. Não me levem a mal, não sou nenhuma devassa que só se sente bem em ambientes também devassos. Não é nada disso... Mas se tem duas coisas que aprendi com a vida, uma é que não existem seres humanos perfeitos, que fazem tudo certo, são cem por cento puros, convivem em plena harmonia sempre, não fazem barulhos, só pensam em coisas santas... Com exceção da bailarina do Chico Buarque, talvez. E a outra é que as aparências enganam, ah se enganam! Nem os homens mentem mais do que as aparências... (E olha que 99% do que eles dizem é mentira, hein! Verdaaaade, existem estudos sobre isso... Mas a porcentagem fui eu que inventei, mesmo, não resisti). Por isso não tento ser ou me passar por perfeita, sem falhas. Por isso também que não procuro pessoas perfeitas para conviver, elas não existem...
Melhor terminar por aqui antes que a história de como entrei para a república vire uma discussão filosófica. Foi mais ou menos assim que tudo começou (para mim). À partir daí conheci ex-moradoras, escrevi na parede também, contribuí um pouquinho (beeeem pouquinho) para o aumento da coleção de garrafas, chorei (sim, eu chorei, pessoas incrédulas, escondido, ninguém viu, mas já chorei um pouco bom nessa república e na vida então, ixiii, nem se fale), sorri, emoções vivi (breeega!)... Surgiu o símbolo da república, surgiu o blog, a pia entupiu (30 vezes), a chave do chuveiro caiu (395 vezes), a sala morreu, a sala ressurgiu das cinzas (aff), o computador estragou, a televisão estragou, a comida acabou (987 vezes).... Vida de república pode até dar liberdades e ensinar sobre a vida, mas não é fácil. E nunca, nunca mesmo, é um luxo. Mas quase sempre é uma the lícia...