quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Pra você caber assim...


Ai ai, que coisa difícil é encarar essa folha em branco e pensar exatamente no que escrever.
Praticamente um mês atrás eu passei dois dias pensando no que queria postar aqui, mas eis que a quarta-feira veio e passou muito tumultuada e acabei nem tendo tempo para vir ao blog. Pensei “semana que vem escrevo sobre isso”. A semana passou, chegou outra quarta-feira e novamente não tive tempo para escrever. Na última semana, confesso, foi só burrice mesmo. Esqueci que era o meu dia.
Hoje, o que eu pensei um mês atrás não tem mais graça, não estou mais naquele ritmo, o tema não casa com o meu estado de espírito. Mas não abandonei a idéia, pretendo mesmo falar dela algum dia mais para frente.
Nesse momento a grande perspectiva que eu vejo se chama asfalto. Amanhã serão 10 horas encarando o asfalto antes que, depois de uma curva, a Ibituruna apareça e encha de felicidade o meu coração. Serão 10 looooongas horas até eu poder dar um abraço na minha mãe e apertar Claudinha até ela ficar brava e me arranhar.
Mas quer coisa mais gostosa que viajar? A expectativa antes de partir, a escolha das roupas na mala (e eu nunca uso tudo que levo!rs), a dormência nas pernas de ficar horas e horas na mesma posição, os mesmos CDs tocando no carro em toda viagem (Engenheiros, Scorpions, Roupa Nova...), as brincadeiras de estrada (como gritar ‘BURRO!’ cada vez que um barbeiro passa pela gente...). Daí chegar em casa, comer a comida da mãe, dormir na antiga cama, visitar os amigos.
Bom demais!
Agora deixa eu ir ali, que tenho uma mala pra fazer antes de entrar no carro e ouvir a canção tema das minhas viagens em família: “Ah, minha adorada, viajei tantos espaços, pra você caber assim no meu abraço...”.

domingo, 11 de dezembro de 2011

É preciso saber viver !!!!!!!!

Então eu vou falar... Realmente estou cansada, esse fim de ano me esgotou além dos limites suportáveis. Não que ele tenha nada de diferente, mas a sensação é de que estou soprando um balão de aniversário e ele já está muito grande, prestes a explodir a qualquer momento. Como bem disse minha sábia amiga Nê: “...o problema de gente calma é esse, vai guardando tudo, e na hora que gente calma fica com raiva, eu tenho até medo...”

É bem por aí mesmo, cansei de muitas coisas, mas principalmente de ser calma. Não suporto mais fingir sempre que estou em paz. Me enche o saco fazer cara de amigável para pessoas que na verdade quero puxar os cabelos e passar a cara no asfalto (em homenagem à Mayara, kkkkkkk...). Me irrita não falar o que tenho vontade de sair gritando por aí para todos ouvirem. As opiniões não construtivas, as pessoas tentando mudar os outros, a falsidade, o falar por trás... Tudo isso me enoja!

E o que mais me cansa de verdade é a fraqueza! Tenho um desprezo profundo por gente fraca. Não aquelas que são choronas, que são “frangas”, ou boazinhas d+, não é isso que qualifico como fraqueza. Estou falando de gente destrutiva, que por não terem o que gostariam na vida, acham que ninguém também pode ter, e adotam uma atitude destrutiva em relação aos outros. Falo também daquelas pessoas que precisam se afirmar o tempo todo, que não são capazes de se fazer notar por conta própria, e fazem isso se aproveitando dos outros. E também dos que dependem da opinião dos outros para cada atitude que tomam na vida (se é que podemos chamar de atitude). E ainda pior, tem aqueles que acatam a opinião dos outros, e vivem cegamente como dizem para eles viverem.

Sim, gente fraca é o que mais me cansa, incomoda e chateia. Posso ter mil defeitos e se bobear nenhuma qualidade, mas uma coisa eu digo, gritando, se precisar: ninguém molda nem moldará a minha personalidade (além de mim e de Deus, se ele existir mesmo). Não fui ensinada a ser mulherzinha, frágil e dependente. Agradeço à minha mãe o jeito que ela me educou... Não aprendi a ser a pessoa mais organizada, mais pontual, ou com as melhores maneiras. Mas aprendi a não precisar de ninguém para fazer as minhas coisas; aprendi que da minha vida cuido eu, não os outros; aprendi a pensar sozinha; aprendi a não confiar cegamente nas pessoas...

E o que aprendi de maior importância (um pouco com ela, um pouco com o Roberto Carlos), é que se o bem e o mal existem você pode escolher. Isso mesmo, não importa o tanto que o mal seja direcionado à mim (as más intenções, as más opiniões, as más idéias etc), o tanto de pessoas fracas que eu veja, ou qualquer negatividade similar, eu vou sempre escolher para mim o “bem” e a força, isso sim é “SABER VIVER”.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Como dar um ADEUS?

Tudo começou no início do semestre, numa festa daquelas bombantes, e que estavamos todas na expectativa, pois seria a primeira festa pós férias.

Quase no final da balada no deparamos com um rapaz diferente nos abordando, supostamente americano, logo pensei que quando ele disse que não era brasileiro era só mais uma daquelas cantadinhas baratas (tipo Estefani, huahuaha), mas de fato era verdade, o americano tinha se perdido dos amigos.

E por incrível que pareça, o rapazinho (rapazininho, hauhau), poderia se encantar, com a nossa calorinha (que fala 4 linguas), ou com a nossa professorinha do Fisk (a Claudia), mas ele optou pela mais difícil das comunicações, aquela surda, cega e Burra ( eu mesma ahah). Com ajuda das meninas, e iniciativa do galego, naquela noite houve troca de beijinhos (beijininhos, hauhau) e carinhos. Até que estava fazendo "um bom tempo" (apesar do jeito constrangedor, que o garoto dançava).

O semestre foi se arrastando e o americano continuava a frequentar a Rep Thé Lícias, mesmo quando eu perdia a paciencia com ele ( ele tinha cismado mesmo comigo).

Houve inúmeras historias, saídas pelo Sabor e Cia, americano chorando na Nicoloco (- Cláudia, I love Andressa), pedido de namoro ( I like você), o suposto assalto no leão, tocada de interfone na madrugada constantemente ( Hei Claudias), dentre outras.

Nossa Cenora (rs.), depois de tantas historias diferentes, confesso que meu coração esta apertado, é estranho ter a CERTEZA de que nunca mais vou ver aquele olhar. Mas Deus é muito bom,e faz as coisas exatamente como elas tem que ser, desde o início colocou em minha cabeça o que eu deveria fazer. Afinal após uma decepção tão grande a 600 km daqui, não fazia sentindo algum me envolver com alguém que nem mesmo neste país morava não é mesmo? Eu fui fria quase o tempo todo.

Mas vou guardar em meu coração forever (rs), recordações de um alguém tão bom, cute, e inocente (grifa), que passou por minha vida, como uma brisa suave.

Para fechar com chave de ouro.....

Uma música para o momento (haha)

Não Precisa (part. Victor e Léo)

Paula Fernandes

Você diz que não precisa
Viver sonhando tanto
Que vivo a fazer
Demais, por você

Diz que não precisa
A cada vez que canto
Uma canção a mais, pra você

Mas tem que ser assim
Pra ser de coração
Não diga não precisa
Ah Ah Ahh
Tem que ser assim
É seu meu coração
Não diga não precisa
Ah Ah Ahh

Eu já sonhei com a vida
Agora vivo um sonho
Mas viver ou sonhar
Com você, tanto faz

Não diga não precisa
Eu digo que é preciso
A gente se amar demais
Nada a mais

Mas tem que ser assim
Pra ser de coração
Não diga não precisa
Ah Ah Ahh
Tem que ser assim
É seu meu coração
Não diga não precisa
Ah Ah Ahh

Merry Christnas gatinhassss ! haha

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Neologismos republicanos

Numa república (como a nossa), pessoas desconhecidas ou pouco conhecidas acabam por dividir o dia-a-dia. O dia-a-dia traz a intimidade. A intimidade traz a liberdade em geral, que, por sua vez, traz a liberdade de expressão. E a liberdade de expressão, essa delícia da democracia, gera toda uma infinidade de comentários engraçados...

Muitas pérolas da nossa convivência se perderão para sempre, infelizmente não nos lembraremos de todas. Outras ficarão imortalizadas na parede da cozinha (até a gente devolver o apartamento) e nas nossas lembranças (gerando ataques de risos aleatórios na reta da UFV, “na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê” – só para rimar).

Bom, os apelidos nem entram em questão, pois são muitos, são estranhos e alguns até vergonhosos (eu que o diga). Já fui chamada de muitas coisas como Caloura (mesmo estando prestes a formar, num dia desses, em que Deus acordar feliz), Pavê (por causa da música Carolina do Seu Jorge – “... maravilha feminina, meu docinho de pavê...”, gerando piadinhas não explicáveis no blog), e, mais recentemente, surgiu um Boiza, saído não sei bem de onde, ou até sei, mas prefiro não crer. O certo é que são todos frutos de mentes delirantes “...cada vez mais descacetadas da cabeça; lararailarailarai...” E existem os ainda mais loucos que cismam de me chamar de Carolina, aí sim, é um ultraje!

Esses são só os meus, porque também se escuta muito por lá tratar pessoas jovens sem graus de parentesco (que saibamos) por mãe ou vó; renomear pessoas passando a chamá-las de Cláudia (nem chega perto dos nomes reais); colocar ‘danada’ no fim de qualquer nome e/ou frase; denominar qualquer objeto disfuncional com o sobrenome de alguém que passou por um momento difícil na vida; brincar com o nome das pessoas em outros idiomas (ex: Nildany seria a Nova Dani – New Dani, enquanto a vizinha seria a Old Dani, por se chamar só Dani mesmo. Péssima, eu sei! Mas pérola é pérola, pergunte ao Enem!); e por aí vai....

Além dos apelidos, tem também o que aprontam os agregados. As cantadas péssimas e as piadinhas ainda piores, da Mau Caráter. Exemplificando:


Alguém: “-Não vou à festa porque não tem cerveja liberada e eu não bebo bebida quente.”

M. C. : “- Espera ela esfriar e bebe, uai.”

..........................

M. C.: “-Você faz aula de canto?”

Pessoa assustada: “-Não, por que?”

M. C.: “-Vamos ali no canto que eu te ensino, então.”

..........................


As maravilhosas composições musicais ecléticas da Old Dani, como:

Funk: “Passa, passa, esfrega nela

Vem que vem com a Rafaela...”

Samba enredo: “ Na avenida vai entrar, e as the lícias vão passar... até lá em Ouro Preto, vai sacudir o esqueleto, e também lá em Viçosa, essa menina é graciosa.”


Os comentários que a Keli (Mendes, é bom frizar) solta quando ninguém espera, e geralmente quando estão todos em profundo silêncio, o que os torna ainda mais engraçado.

Tem as palavras e/ou expressões que a gente inventa e acabam virando gírias, porque de tanto a gente falar, quem frequenta a república começa a falar também. Etc, etc, etc... Não dá para citar tudo, e nem me lembro de tudo...

Mas é legal lembrar o que a gente conseguir... Independente do quanto a vida estiver ou for difícil, ou o quanto ela estiver rindo da gente, essas lembranças sempre farão a gente rir para ela/dela de volta.

O mundo dá voltas

As voltas que o mundo dá!
Ahhh como eu gosto dessa habilidade do mundo, como dizia José Saramago, "Das habilidades que o mundo sabe, essa é a que ele faz melhor." Voltas, rodeios, giros seja lá o que for, a gente não tem que se preocupar com nada, a volta vai ser dada!

Às vezes, volta ao mesmo lugar, enquanto alguns nem saem dali. Ou saem por uns dias, meses, talvez, mas se arrependem de ter o feito e voltam com a intenção de recuperar o tempo perdido. E essa parte é a que eu gosto mais, não é mesmo Thelicianas?! ;P
Mas quem volta tem a certeza de que nada será igual. É como acordar todo dia; cada manhã é diferente. Tem gente que sempre volta. Outros estão em volta. Alguns, às voltas. E há quem vai dar uma volta...
Confesso que gosto desse negócio (que um certo amigo meu, não me escute!). Pra mim, voltar é recomeçar. É fazer de novo, de um jeito diferente. Chegar com a mala em algum lugar conhecido ou não. E ali tocar a sua vida como se fosse a primeira vez. Perdoar as falhas do outro (ou não!) e reconstruir uma união. Acordar todo dia como se acabássemos de nascer.
Às vezes a volta parece um retrocesso. Quando se trata de um retrocesso, nem sempre é bom voltar, às vezes, é melhor dar a volta do lado contrário. Outras vezes, a volta é só uma passagem. Quem sabe dar um tempo pra chuva passar e ver o sol nascer de novo. O legal é conseguir fazer de cada volta algo especial. Como se abrisse um presente nunca ganho antes.
O fato, é que a gente volta o tempo todo, mesmo não querendo voltar. Da universidade, do trabalho. Do futebol. Da casa de, pra casa. Ao mesmo lugar, para o velho amor, pra terra... E é verdade que tem gente que não volta. Porque não deu, não quis, não teve coragem. E ainda há aqueles que abandonam o percurso no meio do caminho.
Estar em volta é circundar. É como a criança ao redor do bolo. A volta faz parte da vida. Eu costumo oscilar, assim como todo mundo. Tem hora que há um parêntese em aberto pra caso um dia queira voltar. E tem hora que o recúo dado em algum momento, faz com que a volta, nunca seja dada no mesmo sentido. Contudo, mesmo tendo vontades e objetivos, a volta é muito obscura. Pra onde se vai, é difícil saber. O fato é que o mundo vai girar. E não há como parar o tempo e cristalizar o que nos enche de êxtase, infelizmente. Porque essa é a ordem natural das coisas. A Terra gira em torno do Sol e nós giramos em torno de nós mesmos, sem descanso. =)

(*) Citações de Martha Medeiros e José Saramago

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Sobre tempestades e bonanças

 
Quem conhece a República The Lícias, sabe que nós reclamamos muito da vida. Tudo bem que é verdade que já nos frustramos muito, decepções profundas que acabam por moldar nossa personalidade. Outras vezes, o cotidiano parece algo muito grande para ser enfrentado, pois nossa imaginação e sonhos são imensos. Daí viver um dia de cada vez fica difícil para quem já tem vários destinos idealizados para o futuro.
Mas hoje sei de uma coisa: tudo é uma fase.
Tem fases boas, como as que vivi em Viçosa (e olha que estou longe de ter tido só momentos bons aí...), e tem momentos ruins, em que parece que existe uma nuvem negra sob nossas cabeças, nos acompanhando a cada passo que se dá.
E ao longo das muitas nuvens negras que pairaram sobre mim, acho que aprendi uma coisa. Sabe aquela história de ‘depois da tempestade vem a bonança’? Todo mundo espera a bonança, não é mesmo?
Mas são as tempestades que nos moldam. Que nos enrijecem a pele e nos preparam para enfrentar os próximos dissabores. Aprendi e amadureci muito mais passando por tempestades do que descansando a cabeça numa sombra fresca de bonança.
Se tudo é uma fase, devemos agradecer as fases ruins por existirem e nos ensinarem alguma coisa. Para não passarmos nessa vida como pessoas fúteis, fracas, sem coragem de ver um tempo feio se aproximando e dizer “pode vir, sua nuvenzinha de merda!”.
Se pra você o sol está brilhando, saia e curta essa vida enquanto o tempo não muda. Aproveite os bons momentos que, a bem da verdade, nós merecemos desfrutar.
Mas se está chovendo como nunca lá fora, tire as sandálias e vá se molhar um pouco. Uma chuvinha pode até te gripar, mas para ela te derrubar de verdade, só se você permitir.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tempo...

Me perdi no tempo. Em meio a tantos dias de folia do feriado (verdadeiro carnaval), nem me passou pela cabeça que ontem/segunda era o dia das minhas postagens.
Já que me orientei mal devido a tudo isso, hoje falo por ele, o senhor de todos os senhores, um dos deuses mais lindos.O tempo.
Há quem diga que tudo neste mundo tem seu tempo, cada coisa tem sua ocasião. Há um tempo de nascer, um tempo de morrer, um tempo de ficar triste, um de se alegrar, tempo de dançar e tempo de chorar. Há um tempo de abraçar e tempo de se afastar. Tempo de ficar calado, tempo de falar.
Como o tempo faz bem, embora alguns prefiram dizer o contrário. Mas eu falo por mim, prezo todos os dias pelo meu 'senhor'. E agradeço a ele por tudo que tem feito por mim.
Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir, digo, as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que o seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo - não sou tão velha assim, tô fazendo um apanhado do tanto que já vivi até hoje, obviamente. Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidades na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Não me entenda mal, a rotina é essencial para a vida, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os a
nos, li isso em algum lugar um dia desses...
E é por isso que ainda acredito que o tempo sempre faz o melhor, contando que você é quem o comanda do modo que você prefere. Mas tem muita gente que não percebe isso. Costumo compará-lo com um termômetro. Um termômetro que mede o grau e duração de algo, nada modificando, apenas medindo a extensão e durabilidade.
Traz o prazer legítimo, o movimento preciso e parece contínuo, como bem define o Cazuza, 'o tempo não pára!'... graças à Deus!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O que você vai contar....?

Há não muito tempo atrás, Rafa e eu combinamos de cumprir uma lista de 30 coisas para fazer antes dos 30. Sacomé, né? A medida de que a gente cresce, a responsabilidade vai aparecer alguma hora, mas como diria a propaganda daSkol "o que você vai contar pro seus netos?".
Como essas thelicianas são muito artistas, o pré-party, party e pós-party delas provavelmente vão acabar sendo censurados, e elas vão contar pros netos que na república jogavam dominó!
Da minha lista dos 30, já cumpri 17. Acho que tô atrasada, já que faltando só 7 anos e ainda 13 itens e eu duvido que eu ainda vá fugir de casa para voltar no outro dia. Por outro lado, eu já cumpri itens muito mais escabrosos do que os que estão nessa lista, então isso deve contar alguma coisa.... (só lamento não incluir 'roubar um sofá na rua e levar pra casa' rsrs)
Então vamos à pergunta inicial: o que você vai contar pros seus netos?
Eu vou contar que:
*que eu era a mais fraca do grupo
*que eu tinha problemas gástricos e ficava salivando
*que eu corria, ligava, fazia drama para que não merecia minha consideração
*que a vodka não faz bem e causa lacunas na memória
*que amigos de verdade não se medem em palavras, mas no buraco que eles causam no seu coração quando estão longe
E outras cositas mais, que não convém contar aqui, né?
Maaaaas quando eu comecei esse texto (tenho um leve problema de manter o foco...) a minha idéia era tipo fazer um registro. O que eu vou contar pra mim mesma daqui uns anos? Quando eu entrar nesse blog e resolver ler textos antigos, o que eu vou encontrar?
Portanto decidi anotar aqui sonhos que eu pretendo realizar algum dia:
*Fazer uma longa viagem de carro com uma máquina fotográfica e sair registrando tudo pra publicar em um livro
*Conhecer a Finlândia, pra ver uma aurora boreal (sim, eu sonho com isso desde pequena!)
*Ir pra Fernando de Noronha
Será que vou cumprir tudo? Será quevai dar tudo certo?
Sinceramente: não sei. Mas acredito que no meio desses caminhos vou encontrar muitas histórias pra contar. Ou pra censurar.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pós-party


Costumam dizer que a segunda não é um bom dia, mas eu curto!
Tem tudo que a gente precisa pra começar a semana bem (ou não, né?!). Ver o dia nascer com o sol batendo no rosto, dizer baixinho pra si mesmo antes de levantar 'não vou pra aula hoje', é o meu dia de escrever no blog e por último mas não menos importante, as histórias e risadas intermináveis do pós-party (que cá entre nós, o da República The Lícias é o melhor).
Eu adoro os pós-parties! Tem hora que é melhor que a própria festa... e se ainda tiver sobrado uma vodka na geladeira, não tem erro.
Nesse final de semana não foi diferente. Ou quase!
E coube a mim, introduzir o programa de galera.
O histórico ônibus... empurrões, falta ar e dessa vez, teve até composição de funk (fight 1). Como de praxe, nem todos entraram no bus. Mas a parte da galera que entrou e chegou mais cedo, encontrou um 'sofá' no meio da rua! Is it possible? hahaha
E digo mais, o sofá veio pra casa ao som de "Sofá, sofá assim você me mata!"
Como se não bastasse os colchões estendidos no chão da sala, o sofá que já existe na república e mais um que chegou nesse dia, teve gente brigando por quarto! (fight 2)
Eu, como decano, ofereci o meu, mas não foi o suficiente! Tiveram que correr pela PH Rolfs e aos gritos pra ver se amenizava a situação mas, não adiantou!
Quando a outra parte do grupo chegou contando tudo que tinha rolado com eles, as risadas se multiplicaram (ou não!)...
Mas o melhor de todos os pós-parties, é aquele que dura a semana inteira, igual aquele do filme "Se beber, não case" que as cenas são revividas durante os dias e relatadas por outras pessoas, porque os protagonistas não lembram o que de fato ocorreu... mas essa é outra história, não é, thelicianas?! hahahaha
Enfim, quando a gente acha que tá tudo perdido, digo, que a festa acabou e que não tem mais diversão, chega o pós-party com tudo e é claro, ele é sempre bem-vindo! o/
Chegue mais!

domingo, 6 de novembro de 2011

ta na na na na na na... Batman!!!

Sabe esses dias que tu acorda de ressaca?
Muuuiiito louco, doidão......
Mais louco que o batman, teve sensacionalllll galerinha..... o/

- Um salve ao Catra!
Na verdade, verdadeira a unica coisa que faltou foi um pente escondido, kkkkkkkkkkk
The licianas Zana e Dany, fizeram falta aqui viu.
A todas as outras aqui presentes.
Partiu Nicolopes e Maratoma??? o//

ps- Minha rolinhaa veio s2
Amo vcs ´

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Já que não dá pra se declarar para os mortos...

Quando esse blog foi criado, coube a cada uma das thelicianas escolher um dia da semana para postar. Aleatoriamente escolhi a quarta-feira e eis que acabei ganhando praticamente todos os feriados do semestre. Comecei a postar no Dia da Independência, brinquei com o tema do Dia das Crianças, e hoje o natural é que fale...
Dos vivos, é claro.
Porque, beleza, a gente sente saudade mesmo de quem morreu. Eu mesma, por não ter ido ao enterro da minha vó Heloína, passei uns bons dois anos sendo traída pela falta da memória do enterro e diversas vezes me peguei achando que ao chegar em casa a encontraria. Mas aí já era tarde para dizer qualquer coisa, para dar um abraço, ou simplesmente para ficar deitada na cama vendo TV com ela.
Portanto hoje quero falar de quem está vivo, de quem é importante pra mim. Porque pra morrer basta estar vivo e quandose perde alguém, nem sempre se teve a oportunidade de expressar o quanto o outro era importante.
Conhece o ditado "há males quem vem para o bem"? Apesar de clichê, cada dia acredito mais nisso, desde as pequenas coisas às grandes. Possivelmente nesse segundo semestre do ano minha vida bem se baseou nisso. Na semana passada tive um transtorno com o banco e precisei viajar à Salinas, uma vez que minha agência é lá. De forma que, apesar da irritação com o banco, passei um ótimo fim de semana com minha amigas Karla e Maíra. Lá tive a mesma impressão de quando eu ficava muito tempo em Viçosa e voltava para Valadares ou de hoje em dia quando reencontro o pessoal de Viçiosa ou de GV: é como se nada mudou. Tudo ainda está do mesmo jeitinho, parece que só esperando a gente voltar.
E na volta para Montes Claros, para distrair resolvi limpar minha caixa de entrada que há tempos estava lotada, na maioria de mensagens inúteis. Passei um bom tempo deletando mensagens bobas e corriqueiras, relendo antigas mensagens fofas e mais tempo ainda relembrado as situações em que cada mensagem foi mandada.
Mas como explicar aqui uma mensagem de Fernandinha escrito "Lig lig léh, fim, hahaha"? É muito idiota, mas eu lembro e rio. E o Dé, que me manda mensagem pra falar que ouviu música da Adriana em remix, pra dizer que a UFRJ tem a maior população de felinos por m2 que ele já viu ou para, como sempre, me fazer inveja que está no Bar do Beto ou no Fred?
Daí vem a Balangueira que me manda procurar um clube do livro em Salinas (à propósito, miguxa, achei um em Moc!) A Carol que lembra de mim ao ouvir Panamericano e que mesmo não gostando de gato pergunta por Claudinha. A Kathy que numa neja em BH lembra de mim ao ouvir Evidências. Rafarina com o tradicional "PÊNIS!" e, claro, com a letra de Pense em mim. Meu padrinho lindo Mateus me desejando feliz niver. A amiga Pulinha avisando que o tenente bonitão estava no ar na TV Viçosa. Tenho ainda até as mensagens da vez que eu inventei que pintei o cabelo de loiro Leona...
Enfim, obviamente não citei todos que eu tenho saudade, porque esse post é baseado em mensagens achadas no meu celular, mas fiquei viajando nas minhas memórias, rindo sozinha e, de verdade, agradecendo a Deus pelos muitos amigos maravilhosos que colocou em meu caminho.
Então nesse dia dos mortos, quero dizer pros vivos o quanto eu os amo. Eu ainda lembro das nossas besteiras. Eu ainda me importo. Eu sinto saudades...
De andar na reta. De bater na parede sábado de manhã pra saber se você já acordou. De ir andar na Ilha só pra passar o tempo e bater papo. De jogar Uno e liberar os piores sentimentos. De fazer piadas com nossos parentes mortos (ops, dia errado, huahuahuahua). De fazer reuniões na Casa Pul só pra comer horrores. De sentar de frente pro gabinete do Prefeito e ficar conversando horrores. De comer pipocão no recreio. De sustos sincronizados para a esquerda. De combinar de assistir Um Copo de Cólera e quando aluga o filme nem prestar atenção direito. De combinar com um mês de antecedência a roupa que vai usar no Batman. De ir pra roça e ficar no limite. De ligar pra Paladar pra pedir um lanche, mesmo sabendo que ia demorar quase uma hora pra chegar...
Não dá pra citar tudo, nem todos, mas se você se identificou com algo aqui em cima, saiba que estou morrendo de saudade de você! =)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Como tudo começou

Me deu vontade de contar sobre como caí de pára-quedas na República The lícias. Esses pequenos detalhes vão se perdendo com o tempo, mas não deveriam... É muito bom lembrar do início, do meio e do fim das coisas (do fim, nem sempre), e compará-los, ver o tanto que a gente mudou e muda o tempo todo.

Quando fui procurar uma república para morar, haviam vários cartazes pelas ruas oferecendo quartos (coisa de cidade universitária) e também anúncios no orkut (onde?). Li alguns que diziam: “bom ambiente para estudo”; “meninas responsáveis”; “ambiente familiar”; “convivência tranqüila”; “casa silenciosa”;etc. Descartei esses logo de cara.

Procurei os lugares mais próximos à Universidade (confesso mais uma vez aqui a minha preguiça; morar longe seria um pretexto para matar muitas aulas), liguei para o primeiro número da minha lista e, por alguns acasos, acabou sendo o único que combinei de ir ver o local. Fui e não fiquei muito impressionada com o lugar, a casa era meio velha (um prédio velho, feio, perto do Helinho, diria mais tarde a vizinha – mundo pequeno, essa é outra história que deve ser contada aqui). Quando entrei, vi uma estante com uma coleção de garrafas de bebidas (alcoólicas). Olhei ao redor e vi uma parede toda rabiscada com assinaturas e frases, por assim dizer, “engraçadinhas”. Para fechar com chave de ouro, a menina me apresenta o mascote da casa, um côco podre (sim, podre), conhecido como Vilson em homenagem ao famoso Wilson (do Náufrago).

Tirando essa última bizarrice (onde já se viu, personificação de frutas mortas? Esse mundo tá perdido!), decidi na hora que ficaria por ali mesmo. Não me levem a mal, não sou nenhuma devassa que só se sente bem em ambientes também devassos. Não é nada disso... Mas se tem duas coisas que aprendi com a vida, uma é que não existem seres humanos perfeitos, que fazem tudo certo, são cem por cento puros, convivem em plena harmonia sempre, não fazem barulhos, só pensam em coisas santas... Com exceção da bailarina do Chico Buarque, talvez. E a outra é que as aparências enganam, ah se enganam! Nem os homens mentem mais do que as aparências... (E olha que 99% do que eles dizem é mentira, hein! Verdaaaade, existem estudos sobre isso... Mas a porcentagem fui eu que inventei, mesmo, não resisti). Por isso não tento ser ou me passar por perfeita, sem falhas. Por isso também que não procuro pessoas perfeitas para conviver, elas não existem...

Melhor terminar por aqui antes que a história de como entrei para a república vire uma discussão filosófica. Foi mais ou menos assim que tudo começou (para mim). À partir daí conheci ex-moradoras, escrevi na parede também, contribuí um pouquinho (beeeem pouquinho) para o aumento da coleção de garrafas, chorei (sim, eu chorei, pessoas incrédulas, escondido, ninguém viu, mas já chorei um pouco bom nessa república e na vida então, ixiii, nem se fale), sorri, emoções vivi (breeega!)... Surgiu o símbolo da república, surgiu o blog, a pia entupiu (30 vezes), a chave do chuveiro caiu (395 vezes), a sala morreu, a sala ressurgiu das cinzas (aff), o computador estragou, a televisão estragou, a comida acabou (987 vezes).... Vida de república pode até dar liberdades e ensinar sobre a vida, mas não é fácil. E nunca, nunca mesmo, é um luxo. Mas quase sempre é uma the lícia...