segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Novas direções

Já tinha um mês e resolvi ir nessa festa com cara de festa que todo mundo vai. E tava lá o de sempre, os grupinhos separados por afinidade ou por interesse talvez, a galera dançando e cantando, e principalmente, o grupinho das moças muito altas que tentam aparecer mais que as outras, concentradas ao centro da festa rindo alto e sendo cortejadas pelos imbecis de plantão que não veem mais nada além de bunda e seios. (#prontofalei).
Eu sei, eu deveria beber. Talvez assim, eu parasse de reparar tanto no que acontece ao meu redor. É o que faço. Lá pela quinta dose, já nem percebo tanto o que se passa na festa, me distraio com as baboseiras relatadas pelos amigos e com a música que escuto vinda do palco.
Eis que adentra à festa, o rapaz que não faz nem um mês, me fazia pedir que não fosse ainda, espera amanhecer, porque, depois, você sabe, dá tanto sono. De mãos dadas com a moça que no atual momento, dizia ser sua namorada. Eu o achava bonito de formas tão variadas, profundas e insuportáveis. Mas de repente, parece que sumiram todas elas. Era o rei das piadas afiadas, esbanjava uma simpatia em todo lugar e com qualquer pessoa (era o que mais me chamava atenção), uma sutileza no andar que só eu achava que ele tinha, seu olhar de quem não quer fazer mal. Mas faz. E uma risada que dava gosto de ouvir. E tudo isso vem como um soco de toalha molhada de aço no meu estômago. E eu queria ir até ele naquele instante. Dizer tudo que tava entalado na garganta, gritar pra todo mundo que eu sei mais coisas dele que ele mesmo, e mais do que possa imaginar. Mas a sanidade bate quando vejo seu sorriso disfarçado de vergonha ao me cumprimentar, por ter deixado tudo chegar nesse ponto ou simplesmente, pela vergonha de não gsotar mais de mim. É o mocinho que se desculpa pelo próprio bandido. E eu, como sempre, finjo que aceito sua enorme consideração pequena, responsável, curta e cortante. Aceito você de longe. Com um certo nó na garganta, claro. Nessas horas que odeio a cordialidade que possuo.
Raiva? Um pouco. O que mais sinto no momento é uma sensação esquisita de tá tão longe de algo que já esteve tão perto antes. Mas a verdade é que isso pouco me importa agora. Digamos que já perdi tempo demais pensando no que poderia ser...
Enfim, a festa tomou outro rumo agora. De repente, me deu uma vontade sinistra de me reformar... finalmente já tenho o que fazer ali. =)

4 comentários:

  1. A festa vai bombar, de amigos de piadas de gracinhas, de gatinhos de The lícias, que você simplismente nem vai se dar conta que tem um babaca la, e uma babaca rs. Me vê uma dose (pura) de vodka? Ai vc vai ver como tudo muda. Tamo junta 0/

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  2. Dessa disse tudo 'Tamo junto'! ;)
    E eu bem sei o que é estar focada na frase 'há males que vem para bem'.
    Isso é um fato!
    E bora rumar pra novas direções!

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  3. Uhuuuuul novas direções... Só tenho uma coisa a dizer: let's party as there is no tomorrow sábado!!!!!

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  4. Como gosto de dizer:''Tamo junto em qualquer coordenada geográfica!" E agora que vc ja tem o que fazer...ráááá...Só sucesso, baby!!!

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