Já te aconteceu isso alguma vez na vida? Quando num certo momento, você faz algo, por impulso, por vontade instantânea, sem razão, motivo ou precisão e no ato, você se arrepende? Então, nessas horas que eu queria que alguém me concedesse o "poder" do personagem Evan Treborn (Ashton Kutcher) em "O efeito borboleta" (meu filme preferido, diga-se de passagem) pra que assim, eu pudesse alterar algum detalhe, um acontecimento que talvez pudesse mudar um pouco a realidade de hoje... se isso acontecesse, eu saberia exatamente onde eu queria voltar. Tem coisa que a gente faz e se arrepende depois de um tempo, mas tem coisa que não precisa nem passar um segundo, bate o arrependimento no exato momento. Mas, mais difícil que voltar e tentar consertar o que ficou lá trás, é entender como uma coisa tão irrelevante pôde comprometer o rumo da história.
Mesmo fazendo o possível e o impossível pra reverter a situação, o fato não deixou de ser um obstáculo da trama.
Mas ainda fica uma dúvida. Será que se eu mudasse esse ponto crucial do enredo estaria tudo do modo como eu queria que estivesse?
É, tem certas coisas que eu não sei dizer.
Mesmo fazendo o possível e o impossível pra reverter a situação, o fato não deixou de ser um obstáculo da trama.
Mas ainda fica uma dúvida. Será que se eu mudasse esse ponto crucial do enredo estaria tudo do modo como eu queria que estivesse?
É, tem certas coisas que eu não sei dizer.
A meu ver seria mais coeso, mais coerente e até mesmo mais simples se deixasse isso de lado e seguisse em frente, sem relevar coisas efêmeras e insignificantes .Eu mesma passei por cima de inúmeras coisas. Porque é assim que a vida é. Somos feitos de erros e acertos. E não foi bom todo esse tempo? Então, pronto. Pena que não é todo mundo que pensa como eu.
Mesmo depois de todo esse tempo, depois de tudo que já passou e rolou, eu aceito, não tão facilmente quanto parece, mas aceito. Aceito que não dá pra mudar o pensamento alheio, aceito que você não compreendeu o que de fato aconteceu. Aceito sua consideração de carinho no topo da minha cabeça. Aceito que você não pensou em mim, nesse caso. Aceito seu orgulho dito até agora, inalterável. E apenas aceito tudo isso, porque toda raiva, toda indignação, toda repulsão se calam pra ver você passar.
Entretanto, peço todos os dias pra que a vida te dê muitas dúvidas em relação a tudo isso. Porque é na incerteza do não que o sim aparece. E aí, meu bem, a gente se esbarra. E tenho dito!
Entretanto, peço todos os dias pra que a vida te dê muitas dúvidas em relação a tudo isso. Porque é na incerteza do não que o sim aparece. E aí, meu bem, a gente se esbarra. E tenho dito!
Rafa de Sena
Adorei Rafa! E digo mais: Que o meu ponto de vista, pelo que já passei (e vc sabe tudo) eu tbm ACEITO (diga-se de passagem que para aceitar vc leva um bom tempo, afinal é preciso evoluir-se... e mtooooooo). Incrivelmente nos últimos dias eu pensei mto sobre os verbos Aceitar e Entender na minha vida... Cheguei a conclusão que ACEITO, mesmo pq é preciso prosseguir... Contudo ENTENDER ainda não fui capaz... Sempre vai aparecer as incógnitas: o que eu fiz de errado? Pq tudo teve q ser assim?... Usando as sábias palavras de um texto que li da Martha Medeiros, concluo que sempre vai existir a " mulher que não pára de olhar pela janela, suspirando por algo que nem ela sabe direito o que é".
ResponderExcluirÉ isso aí... tem coisa que não dá pra mudar, por outro lado, tem coisa que dá pra compreender!
ResponderExcluirE eu também curto a Martha Medeiros! o/
Muito bom!
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