terça-feira, 27 de setembro de 2011

Chega de saudade!

É isso mesmo. Não estou falando do apego a algo/alguém que já esteve perto e que agora está longe. Essa saudade é boa (quando a coisa/pessoa ainda faz parte da nossa vida, apesar da distância), e por mais que gere uma dose de melancolia, é muito gratificante quando o reencontro ou a lembrança acontecem. Estou falando do apego a algo que não pôde ser. É o tipo ruim de saudade. Aquela que aparece quando você menos espera, num domingo qualquer, e te deprime. Como se um domingo, por si só, já não fosse deprimente. À partir daí a lembrança do que poderia ter sido (MAS NÃO FOI) passa a te perseguir por dias. É o ‘poderia’ que não coloca o fim nas coisas. E a verdade é que ele muito menos coloca um início.

É muito difícil abrir mão da companhia da saudade ruim, porque ela mostra fórmulas que mesmo não tendo alcançado o sucesso, tinham tudo para alcançar. Quase ter acertado uma vez acaba sendo melhor do que errar sempre. É bom frisar que não é porque o nome é saudade ruim, que o(s) fato(s) ou a(s) pessoa(s) lembrados sejam ruins. Chamei de ruim apenas pelo fato de que o saudosismo, nestes casos, não gera frutos positivos.

É nesse ponto que esse texto vira uma bola de neve com os outros dois últimos aqui publicados. Em primeiro lugar, usando a metáfora da gaveta da Dany, é necessário selecionar qual é a saudade boa que merece ser cultivada e qual é a saudade ruim, que deve ir direto para o lixo, sem dó nem piedade, e sem acumular ou ocupar espaço de outras coisas na gaveta. Em segundo lugar, o comodismo que o texto da Rafa retrata, ajuda a arrastar essa saudade, essa possibilidade, esse futuro do pretérito. E pode até funcionar por um tempo. O comodismo ajuda a gente a fingir acreditar que lembrar é viver. Mas não é, e no fundo todos sabemos. Mesmo que a gente tente cozinhar uma memória pelo maior tempo possível, não temos como controlar a vida, e uma memória será sempre uma memória, nada mais.

Conclusão: limpe as gavetas, “rasgue as coisas velhas da lembrança”, e tchê tcherere tchê tchê (seja lá o que isso signifique, rs). Afinal, dizem que existe um mundo inteiro de possibilidades esperando por todos láááa pros lados de lá (onde exatamente eu não sei)...


2 comentários:

  1. Booooa!
    "... dizem que existe um mundo inteiro de possibilidades esperando por todos lá pros lados de lá (onde exatamente eu não sei)..."

    Dizem nééé?! Vamos seguindo em frente, se páh, a gente acha esse lugar aí!
    =)

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  2. Certissima Carol. Acho que foi pra mim a um tempo atras ne?! Mas acho que to engatinhando por um caminho melhor, logo logo aprendo a andar rs. Chegaaa de Saudade!

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