É isso mesmo. Não estou falando do apego a algo/alguém que já esteve perto e que agora está longe. Essa saudade é boa (quando a coisa/pessoa ainda faz parte da nossa vida, apesar da distância), e por mais que gere uma dose de melancolia, é muito gratificante quando o reencontro ou a lembrança acontecem. Estou falando do apego a algo que não pôde ser. É o tipo ruim de saudade. Aquela que aparece quando você menos espera, num domingo qualquer, e te deprime. Como se um domingo, por si só, já não fosse deprimente. À partir daí a lembrança do que poderia ter sido (MAS NÃO FOI) passa a te perseguir por dias. É o ‘poderia’ que não coloca o fim nas coisas. E a verdade é que ele muito menos coloca um início.
É muito difícil abrir mão da companhia da saudade ruim, porque ela mostra fórmulas que mesmo não tendo alcançado o sucesso, tinham tudo para alcançar. Quase ter acertado uma vez acaba sendo melhor do que errar sempre. É bom frisar que não é porque o nome é saudade ruim, que o(s) fato(s) ou a(s) pessoa(s) lembrados sejam ruins. Chamei de ruim apenas pelo fato de que o saudosismo, nestes casos, não gera frutos positivos.
É nesse ponto que esse texto vira uma bola de neve com os outros dois últimos aqui publicados. Em primeiro lugar, usando a metáfora da gaveta da Dany, é necessário selecionar qual é a saudade boa que merece ser cultivada e qual é a saudade ruim, que deve ir direto para o lixo, sem dó nem piedade, e sem acumular ou ocupar espaço de outras coisas na gaveta. Em segundo lugar, o comodismo que o texto da Rafa retrata, ajuda a arrastar essa saudade, essa possibilidade, esse futuro do pretérito. E pode até funcionar por um tempo. O comodismo ajuda a gente a fingir acreditar que lembrar é viver. Mas não é, e no fundo todos sabemos. Mesmo que a gente tente cozinhar uma memória pelo maior tempo possível, não temos como controlar a vida, e uma memória será sempre uma memória, nada mais.
Conclusão: limpe as gavetas, “rasgue as coisas velhas da lembrança”, e tchê tcherere tchê tchê (seja lá o que isso signifique, rs). Afinal, dizem que existe um mundo inteiro de possibilidades esperando por todos láááa pros lados de lá (onde exatamente eu não sei)...
Booooa!
ResponderExcluir"... dizem que existe um mundo inteiro de possibilidades esperando por todos lá pros lados de lá (onde exatamente eu não sei)..."
Dizem nééé?! Vamos seguindo em frente, se páh, a gente acha esse lugar aí!
=)
Certissima Carol. Acho que foi pra mim a um tempo atras ne?! Mas acho que to engatinhando por um caminho melhor, logo logo aprendo a andar rs. Chegaaa de Saudade!
ResponderExcluir